BTG/Nexus: Lula tem 48,5% entre idosos no 2º turno contra 42,6% de Flávio
Apesar da liderança numérica nas intenções de voto, Lula enfrenta maior resistência consolidada e menos engajamento político entre os mais velhos
Marcelo Camargo e Lula Marques/Agência Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva lidera entre os eleitores idosos com 48,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 42,6%, resultando em um empate técnico devido à margem de erro de cinco pontos porcentuais.
A rejeição a Lula é maior entre os idosos, alcançando 49,8%, enquanto 36,5% avaliam o governo como ótimo ou bom, refletindo uma divisão equilibrada nas opiniões sobre a gestão federal.
Apesar do apoio a pautas trabalhistas, como o fim da escala 6x1, 66% dos idosos não mudariam seu voto com base nessa questão, e 69,1% não pretendem se mobilizar politicamente, indicando baixa disposição para militância.
São Paulo - O candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresenta uma pequena vantagem entre os eleitores idosos, de acordo com a pesquisa estimulada — aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — do instituto Nexus para o banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, 19.
Nessa faixa etária, 60 anos ou mais, Lula desponta com 48,5% das intenções de voto no segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 42,6%.
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A diferença numérica entre os dois candidatos é de 5,9 pontos porcentuais. Contudo, como a margem de erro específica para o público idoso é de cinco pontos porcentuais para mais ou para menos, a rigor estatístico trata-se de um empate técnico no limite da margem para o segmento. O eleitorado de 60 anos ou mais representa 24% da amostra total de 2.002 entrevistados.
Em contrapartida, a disputa aparece rigorosamente empatada quando considerado o eleitorado geral — todas as idades combinadas — com uma leve vantagem numérica para Flávio Bolsonaro (46,5%) sobre Lula (45,9%).
Rejeição a Lula é maior entre os idosos
Apesar da liderança numérica nas intenções de voto, o atual presidente enfrenta maior resistência consolidada. A rejeição de Lula chega a 49,8% na faixa etária idosa, enquanto a de Flávio Bolsonaro é ligeiramente inferior, marcando 44,2%.
No estrato 60+, os votos brancos e nulos somam 4,9%, e 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam. O levantamento também detalhou o grau de fidelidade do eleitorado de cada lado:
- Lula (PT): 47,6% dos idosos afirmam que ele é o único em quem votariam, enquanto 4,2% dizem que poderiam votar nele.
- Flávio Bolsonaro (PL): 37,6% dizem que o senador é o único candidato em quem votariam, e 6,3% afirmam que poderiam votar nele.
A avaliação da gestão federal dividiu o eleitorado idoso de forma equilibrada: 36,5% avaliam o governo como ótimo ou bom e 36,6% o consideram ruim ou péssimo, enquanto 25,4% classificam como regular. Ao serem questionados de forma direta sobre a aprovação do trabalho do presidente, a maioria é favorável: 51,5% dos idosos aprovam e 44,3% desaprovam.
Quase 70% dos eleitores idosos não pretendem se mobilizar
A faixa etária mais jovem, dos 16 aos 24 anos, apresenta um perfil parecido com os idosos no apoio a Lula, onde ele lidera com 52,8% das intenções de voto, e na aprovação do governo, com 52% de opiniões favoráveis.
O que difere os dois grupos é o nível de engajamento político: enquanto 60,6% dos jovens pretendem atuar ativamente para convencer outros eleitores, 69,1% do eleitorado idoso não pretende atuar na militância — a menor disposição registrada em todo o levantamento.
Além da menor intenção de mobilização, os eleitores com 60 anos ou mais apresentam a maior taxa de indefinição em relação ao próprio perfil ideológico e à polarização política.
Segundo os dados, 12,8% dos idosos não souberam responder "de qual lado estão". Em contraste absoluto, entre os jovens de 16 a 24 anos, apenas 0,3% não soube definir seu posicionamento ideológico.
Apoio à escala 6x1 não converte voto
O levantamento também testou o impacto de pautas trabalhistas recentes na decisão eleitoral. Quanto ao fim da escala 6x1, aprovado na semana passada no Congresso Nacional, 66% do eleitorado idoso entrevistado apoia a medida.
Contudo, a pauta não se traduz em capital político direto na urna: para um porcentual estatisticamente similar (66,1%), o fato de o seu candidato a presidente apoiar ou não a causa trabalhista não alteraria em nada a sua decisão de voto.
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