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Campanha de Flávio propõe regra de transição de dois anos no Bolsa Família

A ideia é que neste período os beneficiários abram seus negócios ou aceitem empregos CLT, com retorno automático se não tiverem oportunidades

Broadcast

Por Broadcast

19/10/2026 | 13h47

José Cruz/Agência Brasil

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família”, diz Daniella Marques - José Cruz/Agência Brasil
“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família”, diz Daniella Marques
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A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, anunciou a proposta de uma regra de transição de dois anos para o Bolsa Família, permitindo que beneficiários abram negócios ou aceitem empregos, com retorno automático ao benefício se necessário, visando maior dignidade e oportunidades.

Marques também destacou um plano emergencial para reestruturar dívidas de famílias e pequenas empresas, oferecendo carências de seis meses e 12 meses, respectivamente, em resposta às dificuldades geradas por medidas do governo atual.

Além disso, a campanha promete cortar privilégios em Brasília e focar no ajuste das contas públicas, com a expectativa de reduzir juros reais e facilitar a abertura de negócios, buscando a prosperidade da população com apoio estatal.

Resumo gerado por IA

Brasília - A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, disse em entrevista à CBN Bahia que planeja implementar uma regra de transição de dois anos no Bolsa Família para que os beneficiários abram seus negócios ou aceitem empregos de carteira assinada, com retorno automático ao benefício, caso não consigam oportunidades.

"As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade. É justamente nisso que a gente quer focar, esse é o coração do plano do Flávio", afirmou Marques. "A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito", disse.

Daniella reforçou ainda que um eventual governo Flávio deve implementar um plano emergencial para reestruturar dívidas de empresas e famílias, causadas pelas medidas eleitoreiras "desesperadas" do Lula às vésperas das eleições. "Esse plano emergencial vai permitir que famílias tenham carência de seis meses para reestruturar suas dívidas, assim como as micro e pequenas empresas terão carência de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento", detalhou.

‘Privilégios’ de Brasília

A ex-presidente da Caixa rebateu o que chamou de "campanha criminosa de fake news" pelo PT, alegando que Flávio Bolsonaro cortaria programas sociais ou aposentadoria caso eleito. "Não iremos (cortar programas sociais). Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais para que a gente tenha um Estado mais eficiente", disse Daniella Marques.

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Segundo a coordenadora econômica da campanha do Partido Liberal (PL), o plano de Flávio tem como um de seus pilares o ajuste das contas públicas, permitindo um controle da dívida e uma eventual queda dos juros reais. Para a ex-presidente da Caixa, o patamar dos juros leva a um endividamento severo da população e dos empresários.

O "tesouraço" prometido por Flávio Bolsonaro, segundo Daniella Marques, será em cima de impostos e burocracia. "O Brasil é um inferno para abrir um negócio", analisou. Para ela, o objetivo central deverá ser a prosperidade do brasileiro com o apoio do Estado.

(Por Franco Dantas, especial para a Broadcast)

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