Canal Exército do Lula volta ao WhatsApp após registro no TSE
Canal com 4,3 milhões de inscritos do deputado André Janones voltou ao ar após a campanha de Lula informar o endereço à Justiça Eleitoral
Por Pedro Marques
15/10/2026 | 08h26Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O canal 'Exército do Lula', que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi reativado no WhatsApp após o registro do endereço no Tribunal Superior Eleitoral, apesar de uma decisão anterior que previa sua suspensão por 48 horas.
Com 4,3 milhões de inscritos, o canal é gerido pelo deputado André Janones e passou por uma série de decisões judiciais que resultaram em sua suspensão e posterior liberação nos últimos dias.
Após a regularização do registro do canal junto à Justiça Eleitoral, as publicações foram retomadas, destacando a complexidade da disputa judicial envolvendo o TSE e suas autoridades.
São Paulo - O canal Exército do Lula, usado para divulgar publicações de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a funcionar no WhatsApp na noite desta quarta-feira (14). A retomada ocorreu depois que a campanha petista registrou o endereço da página no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.
Apesar da reativação, a decisão de Nunes Marques previa que o canal só poderia voltar a operar após 48 horas. O caso envolve uma sequência de decisões judiciais que determinaram a suspensão e a liberação da página nos últimos dias.
Leia também
Com 4,3 milhões de inscritos, o canal é administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que utiliza o espaço para compartilhar conteúdos favoráveis ao candidato petista.
Disputa judicial levou à suspensão do canal
A situação começou no sábado, 11, quando Kássio Nunes Marques determinou a suspensão integral do Exército do Lula. A medida, no entanto, foi revertida poucas horas depois pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou novamente o funcionamento da página.
Na terça-feira, 13, Nunes Marques voltou a analisar o caso e decidiu pela suspensão do canal. O presidente do TSE considerou que a falta de comunicação formal do endereço à Justiça Eleitoral era motivo suficiente para interromper as atividades.
A determinação exigia que a campanha de Lula informasse oficialmente o endereço do canal ao tribunal. O registro foi realizado posteriormente, permitindo a retomada das publicações na noite de quarta-feira, 14.
O episódio colocou o canal de apoio ao presidente no centro de uma disputa de liminares, decisões provisórias concedidas pela Justiça. A sequência de determinações envolveu diretamente o presidente do TSE e o ministro responsável pela Corregedoria da Corte.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
Agora

