Campanha de Lula aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por uso de perfis para impulsionar campanha
Documentação aponta mais de 1.8 mil publicações que direcionam para loja na Shopee para vendas de produtos relacionados à campanha de Flávio Bolsonaro
Por Broadcast
20/09/2026 | 18h40Ricardo Stuckert/PR e Saulo Cruz/Agência Senado
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma ação no TSE para investigar o uso de collabs nas redes sociais pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro, alegando que isso burla regras de propaganda eleitoral e monetiza conteúdos.
A petição aponta que foram identificadas 1.826 publicações no Instagram, coautorizadas por 492 perfis, com a maioria ocorrendo em um curto período e promovendo produtos relacionados à campanha, como um boné com o número 22.
Brasília - A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.
Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.
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Venda de produtos
Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shopee com o produto.
A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.
A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.
(Por Mariana Gualter)
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