Confira quem são os governadores eleitos neste domingo de 2º turno
Eleitores voltaram às urnas para definir o governo do Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal
Montagem sobre fotos de N. Lucena/Secom; M. Oliveira/Senado; R. Alves/Brasília; R. Araújo/Câmara; Divulgação/Ales/Facebook
Neste domingo, 25, cinco estados e o Distrito Federal realizam o segundo turno das eleições para governador, enquanto os demais 21 estados já definiram seus governantes no primeiro turno em 4 de outubro, refletindo um cenário eleitoral polarizado.
Os resultados do segundo turno resultaram na eleição de quatro homens e duas mulheres, com predominância de candidatos alinhados a partidos de centro, e destacam a reeleição de Mailza Assis no Acre, Omar Aziz no Amazonas, Celina Leão no Distrito Federal, Lorenzo Pazolini no Espírito Santo, Carlos Eduardo Xavier no Rio Grande do Norte e Vicentinho Júnior em Tocantins.
As campanhas foram marcadas por promessas de melhorias em saúde, segurança e infraestrutura, com os novos governadores buscando apoio político regional e nacional, enquanto os próximos passos incluem a implementação de suas agendas de governo e a consolidação de alianças políticas.
São Paulo - Além da disputa presidencial, com vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), cinco Estados e o Distrito Federal disputaram também o segundo turno neste domingo, 25.
Nos demais 21 estados brasileiros, os governadores já foram definidos e eleitos diretamente no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
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Ao todo, neste segundo turno, foram eleitos 4 homens e duas mulheres: 4 alinhados a partidos de centro, 1 de centro-direita ou direita e 1 de centro-esquerda ou esquerda.
Quais são os governadores eleitos
Acre (AC)
No Acre, Mailza Assis (PP) foi reeleita governadora com 66,21% dos votos, contra o senador Alan Rick (Republicanos), que acumulou 33,79% da preferência do eleitorado. Natural de Mundo Novo (MS) e com 49 anos, ela construiu sua carreira pública no Estado e consolidou-se como a principal liderança do grupo governista local.
Antes de comandar o Executivo estadual, Mailza ocupou cargos na administração municipal de Senador Guiomard (AC), onde atuou como secretária de Articulação Institucional e de Assistência Social.
Eleita em 2014 como primeira suplente de Gladson Cameli, assumiu a cadeira de senadora em 2019, quando Cameli renunciou para assumir o governo acriano. No Senado, presidiu o diretório estadual do Progressistas (PP) e direcionou sua atuação para pautas de desenvolvimento municipal, assistência social e saúde.
Em 2022, compôs a chapa oficial ao lado de Gladson Cameli, sendo eleita vice-governadora. Em abril deste ano, assumiu em definitivo o cargo, após a desincompatibilização do titular para concorrer a outras funções.
Na corrida eleitoral, o pilar central de sua campanha foi a defesa das entregas da atual gestão, com a promessa de expandir os serviços hospitalares e o atendimento médico especializado para as cidades do interior.
A governadora articulou uma robusta rede de apoio político regional, conquistando o suporte da maioria dos prefeitos e das lideranças municipais do Acre. A eleição estadual registrou um cenário particular: tanto Mailza quanto seu oponente no segundo turno alinharam-se ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Amazonas (AM)
O candidato Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas com 61,41% dos votos, contra a empresária Professora Maria do Carmo (PL), que obteve 38,59%. Aos 68 anos, o engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) construiu uma das carreiras mais longevas da política amazonense.
Nascido em Garça (SP), filho de pai palestino e mãe brasileira, mudou-se para Manaus ainda na juventude, onde iniciou a vida pública no movimento estudantil. Foi vereador na capital, eleito em 1988 e reeleito em 1992, e deputado estadual em 1994, despontando como o parlamentar mais votado daquele pleito.
Ocupou o cargo de vice-prefeito de Manaus por dois mandatos ─ 1996 e 2000 ─ na chapa de Alfredo Nascimento, e de vice-governador por duas vezes ─ 2002 e 2006, compondo a chapa de Eduardo Braga.
Assumiu como governador do Estado em 2010, após a renúncia de Braga, e, no mesmo ano, conquistou a reeleição no primeiro turno. Sua gestão ficou marcada por grandes obras, como a construção da Ponte Rio Negro e do Hospital Delphina Aziz. Deixou o governo em 2014 para concorrer ao Senado, sendo eleito naquela ocasião e reeleito em 2022.
Aziz ganhou forte projeção nacional ao presidir a CPI da Pandemia em 2021, que investigou as ações e omissões do governo federal no combate à covid-19. Recentemente, no Senado, atuou como relator da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1.
Nas eleições de 2026, concorreu ao governo estadual com o apoio de uma coligação alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sua adversária no segundo turno, Professora Maria do Carmo, representava a oposição conservadora local e contava com o suporte direto da família Bolsonaro.
Distrito Federal (DF)
A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi reeleita com 57,18% dos votos, contra 42,82% de Leandro Grass (PT). Ela assumiu a titularidade do cargo em 30 de março deste ano, após a desincompatibilização de Ibaneis Rocha (MDB).
Celina conta com o apoio de lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a exemplo da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL), que participou ativamente dos atos de campanha.
Suas principais bandeiras políticas envolvem o aperfeiçoamento da saúde pública, investimentos em esporte, educação e segurança, além da ampliação das redes de proteção social e do combate à violência contra a mulher.
A governadora iniciou a carreira pública em 2006 e foi eleita deputada distrital pela primeira vez em 2010. Conquistou a reeleição em 2014, período em que presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Em 2018, elegeu-se para a Câmara dos Deputados, destacando-se como coordenadora da Bancada Feminina na Secretaria da Mulher entre 2021 e 2023.
Espírito Santo (ES)
Ex-delegado da Polícia Civil e ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito governador do Espírito Santo com 52,17% dos votos, contra 47,83% de seu adversário, Ricardo Ferraço (MDB).
Pazolini iniciou a trajetória na política partidária ao eleger-se deputado estadual pelo antigo PRP, tornando-se um dos parlamentares mais votados do estado, com foco em pautas de segurança pública e no combate à corrupção.
Já filiado ao Republicanos, disputou a Prefeitura de Vitória em 2020 e venceu no segundo turno. Em 2024, foi reeleito ainda no primeiro turno, consolidando sua liderança na capital capixaba.
Em abril deste ano, renunciou ao segundo mandato como prefeito para lançar sua candidatura ao governo do estado. Pazolini liderou a coligação "Paz para Viver um Novo Tempo", composta por Republicanos, PL e Democrata.
Teve como vice-governadora a empresária Bispa Eliane Leal (PL) e contou com forte apoio de lideranças de direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), construindo um palanque de oposição ao atual grupo governista.
Rio Grande do Norte (RN)
Em uma disputa acirrada no segundo turno, Carlos Eduardo Xavier (PT), conhecido como Cadu de Lula, foi eleito com 50,77% dos votos. Em contrapartida, seu adversário, Allyson Bezerra (União Brasil), ficou com 49,23%.
Engenheiro de 48 anos, Cadu de Lula é auditor fiscal de carreira do estado do Rio Grande do Norte desde 2005. Ganhou projeção política ao atuar na gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), na qual assumiu a Secretaria Estadual da Tributação, em 2019, e, posteriormente, tornou-se secretário da Fazenda do Estado, em 2023.
Entre 2023 e 2025, também presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do DF (Comsefaz). A campanha de 2026 marca a sua primeira disputa a um cargo eletivo. Ele deixou a Secretaria da Fazenda em março deste ano para focar na corrida eleitoral.
Cadu liderou a coligação "Time que Cuida", composta pelo PDT, pelo PSB e pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), tendo Larissa Rosado (PSB) como candidata a vice-governadora.
Sua estratégia de campanha ancorou-se fortemente na associação direta com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o legado local de Fátima Bezerra, a fim de reverter o favoritismo inicial de seus oponentes.
Tocantins (TO)
O candidato Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins com 64,51% dos votos, contra 35,49% da candidata Professora Dorinha (União Brasil), consolidando uma virada em relação ao primeiro turno.
Empresário goianiense de 41 anos, ele cresceu e construiu sua carreira pública no Tocantins. É filho de Vicentinho Alves, influente ex-senador e figura histórica da política local.
O governador eleito iniciou a trajetória em cargos eletivos em 2014 e consolidou sua força no Poder Legislativo federal antes de migrar para o Executivo: foi eleito deputado federal pela primeira vez naquele ano (pelo PSB) e reeleito nas duas legislaturas seguintes, completando três mandatos consecutivos na Câmara.
No início de 2026, visando à construção de uma frente ampla de oposição, filiou-se ao PSDB para encabeçar a disputa pelo Palácio Araguaia.
A campanha foi marcada por uma estratégia de aglutinação de forças e pela superação do favoritismo inicial do grupo governista. No primeiro turno, Vicentinho havia ficado ligeiramente atrás da senadora Professora Dorinha, que contava com o apoio da máquina estadual.
No segundo turno, no entanto, conseguiu o apoio crucial do terceiro colocado na disputa, o vice-governador Laurez Moreira (PSD), além do deputado Eli Borges (Republicanos), impulsionando a virada.
Ele evitou a polarização restrita: embora tenha declarado voto em Flávio Bolsonaro para a Presidência na reta final, manteve o diálogo aberto e recebeu o apoio informal de lideranças locais historicamente ligadas a Luiz Inácio Lula da Silva.
Seu plano de governo foca na modernização tecnológica do Estado, na implementação de telemedicina para reduzir filas na saúde pública e na conclusão de grandes obras estruturantes em rodovias estaduais.
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