STF decide estender horário de votação: urnas ficarão abertas até às 19h
Com a extensão do horário, urnas em todo o Brasil ficarão abertas até às 19h, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal
Por Broadcast e Paula Bulka Durães
25/10/2026 | 17h16 ● Atualizado | 17h27Leobark Rodrigues/Secom/TSE
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu estender o horário de votação em todo o Brasil em duas horas, permitindo que o resultado do segundo turno das eleições gerais seja divulgado a partir das 19h, após problemas de deslocamento de eleitores em várias regiões.
Dezoito Estados e o Distrito Federal já iniciaram a apuração das urnas, com quase 500 mil votos contabilizados, enquanto a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva solicitou a prorrogação devido a dificuldades logísticas, como frota reduzida de ônibus e terminais lotados.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a operação de 100% da frota de ônibus sob pena de multa, e em São Paulo, a redução na frota foi estimada em 30%, mesmo com ordens judiciais para operação total, refletindo a continuidade de desafios logísticos nas eleições.
São Paulo — O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu estender as votações por todo o Brasil em duas horas, para até as 19h (horário de Brasília), devido a problemas com transportes em alguns Estados.
Contudo, 18 Estados e o Distrito Federal já haviam começado a apuração das urnas, com quase 500 mil votos contabilizados. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a totalização de votos foi pausada para cumprir a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF. A divulgação dos resultados foi interrompida às 17h06.
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Zanin é relator da ação da coligação do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prorrogar em duas horas o horário de votação em todo o País devido a problemas no deslocamento de eleitores até o local de votação. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia pedido a extensão, mas apenas em municípios de três Estados (São Paulo, Paraná e Santa Catarina) que foram atingidos por fortes chuvas e alagamentos.
Qual a justificativa para o atraso de duas horas?
Entre os casos de maior repercussão, estão Salvador (BA) e São Paulo (SP), que sofreram alterações na frota de ônibus. Na capital baiana, parte expressiva da frota ficou parada na garagem por determinação da prefeitura de Salvador, comandada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil).
A prefeitura justificou que dezenas de coletivos ficaram retidos para a remoção de adesivos de propaganda eleitoral da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, colados nos veículos na véspera.
Em contrapartida, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato de 100% da frota, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora. O tribunal também expediu um mandado de prisão em flagrante contra o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, por crime eleitoral.
Em São Paulo, a campanha governista calcula uma redução na frota de ônibus de ao menos 30%, mesmo com a determinação da Justiça para que a capital paulista operasse com a frota total neste domingo.
Como foi decidido em 2022?
Os obstáculos logísticos no dia da votação, no entanto, não são uma novidade do pleito de 2026. Há exatos quatro anos, o transporte de eleitores também foi o epicentro de uma grave crise institucional que tumultuou as primeiras horas do segundo turno das eleições presidenciais.
Em 2022, o embate não se deu nas garagens de ônibus municipais, mas nas rodovias federais. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) descumpriu ordens expressas da Justiça e deflagrou mais de 500 operações de fiscalização em todo o Brasil, produzindo engarrafamentos, atrasos e retenção de veículos de passageiros, com forte concentração de abordagens na região Nordeste.
Na ocasião, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, argumentou que a suspensão imediata das operações evitaria novos atrasos e avaliou que as inspeções não chegaram a impedir em definitivo o voto dos eleitores. Por isso, naquela ocasião, a Corte decidiu manter o encerramento da votação para as 17h, pelo horário de Brasília, descartando a extensão do horário solicitada pelas campanhas afetadas.
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