CONFIRA
Eleições 2026

Coordenadora econômica nega que Flávio Bolsonaro queira privatizar Caixa

Daniella Marques disse ainda que senador do PL pretende reverter tributos criados ou elevados na gestão de Haddad como ministro da Fazenda

Broadcast

Por Broadcast

21/09/2026 | 14h59

Carlos Moura/Agência Senado

Flávio também orientou equipe a revogar “todos os impostos” criados por Fernando Haddad - Carlos Moura/Agência Senado
Flávio também orientou equipe a revogar “todos os impostos” criados por Fernando Haddad
Ouvir texto 2:27 1x

A coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, negou a intenção de privatizar a Caixa Econômica Federal e afirmou que a estatal será um 'motor de prosperidade' no fomento de negócios, caso Flávio seja eleito presidente.

Ela destacou que Flávio orientou sua equipe a revogar todos os impostos criados ou aumentados durante a gestão de Fernando Haddad, com foco na redução do Imposto de Exportação sobre petróleo e do Imposto sobre Operações Financeiras.

Daniella também mencionou que a relação de um governo Flávio com partidos do centrão será baseada no diálogo, aprendendo com a experiência da gestão anterior, e enfatizou a necessidade de recuperar a credibilidade das instituições.

Resumo gerado por IA

Brasília – A coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, negou nesta segunda-feira, 21, que o senador tenha a intenção de privatizar a Caixa Econômica Federal, caso seja eleito presidente. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, ela também afirmou que Flávio orientou sua equipe a revogar “todos os impostos” criados ou elevados durante a gestão de Fernando Haddad à frente do Ministério da Fazenda.

“Queremos ir em cima daquelas que não fazem sentido de existir, e é um buraco sem fundo e um cabideiro de emprego, não daquelas que são necessárias e estratégicas”, disse Daniella, ao falar sobre as estatais. Também participa da entrevista a advogada da campanha de Flávio Maria Claudia Bucchianeri.

Daniella afirmou que muitos servidores da Caixa têm enviado mensagens a ela questionando sobre o futuro da estatal. “Nessa confusão da greve, tenho recebido várias mensagens, e como fui presidente do banco, muita gente me segue nas redes sociais, dizendo que eles estão aterrorizando, dizendo que vamos mandar todo mundo embora e privatizar a Caixa. Falei: ‘Não se desinformem’”, continuou.

Segundo ela, o plano de governo de Flávio prevê que a Caixa será um banco operador da política pública e um “motor de prosperidade”, com atuação no fomento de negócios.

Impostos

Daniella afirmou que Flávio deu orientação à equipe para reverter as medidas tributárias adotadas durante a gestão de Haddad.

“Flávio deu uma orientação para a equipe para retroagir e revogar todos os impostos criados ou elevados pelo Haddad”, declarou.

Ela reafirmou como prioridades o corte do Imposto de Exportação (IE) de 12% sobre o petróleo e a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Esse imposto de exportação de petróleo é uma excrescência, um absurdo [...] Queremos voltar com o IOF para o patamar de 2022”, falou. As mudanças nas alíquotas do IE sobre petróleo e do IOF já haviam sido defendidas anteriormente por Flávio.

Relação com o Centrão

Daniella também comentou como seria a relação de um eventual governo Flávio Bolsonaro com partidos do centro. Segundo ela, a gestão de Jair Bolsonaro (PL) serviu como “aprendizado”.

“A segunda temporada vai ser mais fácil do que a primeira, para os técnicos que se estão se habilitando a servir com Flávio. Não tem outra via além do diálogo”, disse.

A administradora afirmou que Flávio tem defendido o equilíbrio institucional. “Flávio tem feito discurso conciliador nesse sentido de não confrontar instituições, mas mostrar que é necessária uma recuperação da credibilidade das instituições”, falou.

Flávio tem criticado, principalmente, a atuação do Supremo Tribunal Federal e defendido o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

(Por Naomi Matsui)

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.