Flávio Bolsonaro defende reforma do STF em última agenda antes das eleições
O candidato sinalizou neste sábado, 3, para uma possível reforma do Poder Judiciário e mencionou que a Corte não pode ser “uma delegacia de polícia"
Por Broadcast
03/10/2026 | 22h16Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, propôs uma reforma no Poder Judiciário, especialmente no STF, afirmando que a corte não deve ser tratada como uma 'delegacia de polícia'. Essa declaração ocorre em um momento crucial da campanha, com o primeiro turno se aproximando.
Durante eventos de campanha em São Paulo e no Rio de Janeiro, Bolsonaro criticou o foro privilegiado e insinuou que membros do STF estariam favorecendo a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o que pode impactar a percepção pública sobre a imparcialidade da Justiça.
Bolsonaro encerrou sua agenda de rua em Bangu, onde apoiadores expressaram seu apoio de forma entusiástica, apesar de boatos infundados sobre sua relação com a padroeira do Brasil, que ele negou e contestou judicialmente, buscando esclarecer sua posição religiosa e política.
São Paulo - O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sinalizou neste sábado, 3, para uma possível reforma do Poder Judiciário, especialmente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em agenda no interior de São Paulo, em seu último ato de rua antes do primeiro turno, ele disse que “muita coisa deve ser consertada” e mencionou que a Corte Máxima não pode ser “uma delegacia de polícia".
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O candidato também falou em “acabar” com o foro por prerrogativa de função, conhecido como foro privilegiado. Em outro momento, alegou que “amigos” do presidente Luiz Inácio da Silva no STF estariam “dando canetada” em prol da reeleição.
No período da manhã, Flávio participou de uma moto-carreata, entre as cidades de Santa Bárbara d’Oeste e Americana, da qual também participaram o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os candidatos ao Senado pelo estado, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), e o prefeito da capital Ricardo Nunes.
Carreata e motociata no Rio
No início da tarde, Flávio Bolsonaro participou de uma carreata e motociata entre os bairros de Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O candidato estava em um carro ao lado do candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) e do candidato ao Senado Carlos Jordy (PL).
“Esse é o último ato na rua antes de vencer a eleição”, afirmou Flávio no início da mobilização. Ele também disse que seus apoiadores verão “o Bolsonaro subindo a rampa do Planalto” e declarou: “Meu partido é Deus, pátria e família”.
Entre os apoiadores presentes no ato, havia pessoas usando máscaras com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e carregando faixas com a inscrição “Fora Lula”.
Também foram registradas fantasias de presidiário usadas em críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de manifestações de apoio aos Exércitos brasileiro e americano.
O candidato encerrou no início em frente à Paróquia São Sebastião e Santa Cecília, na Praça da Fé, em Bangu, Zona Oeste do Rio. O fim da mobilização, que percorreu cerca de 10 quilômetros, coincidiu com o horário de uma celebração religiosa na igreja.
Flávio deixou o local sem falar com a imprensa. Mesmo sob chuva fraca, apoiadores permaneceram reunidos na praça cantando jingles de campanha em ritmo de funk. Houve também queima de fogos.
A chegada em frente à igreja ocorreu após a campanha presidencial ser atravessada, na reta final, por uma controvérsia envolvendo religião. Circulou nas redes sociais a informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Não há proposta do candidato nesse sentido.
O boato teve como referência um projeto apresentado em 2007 e arquivado no ano seguinte, sem relação com Flávio. Flávio negou a informação e acionou a Justiça Eleitoral contra sua divulgação.
(Por Gabriel Gonçalves, Renan Monteiro, Gabriela Cunha e Maria Magnabosco)
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