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Cidadania e Direitos / Política

Flávio Bolsonaro promete corte de impostos e quer Daniella Lima como vice

Leco Viana/Thenews2/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou por videoconferência de sabatina em São Paulo - Leco Viana/Thenews2/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou por videoconferência de sabatina em São Paulo
Por Broadcast

04/08/2026 | 14h58

São Paulo - O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se comprometeu nesta terça-feira, 4, a promover um “tesouraço” na máquina pública brasileira, com redução da carga tributária e desburocratização. Entre as medidas citadas, ele afirmou que pretende voltar a zerar o imposto sobre a exportação de petróleo e reduzir a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para níveis próximos aos de 2022.

“Esse atual governo - a mentalidade comunista é um problema, é um perigo para o nosso País - implementou uma alíquota de 12% de imposto de exportação do nosso petróleo, para supostamente proteger o Brasil da guerra do Oriente Médio. A consequência disso é, obviamente, uma redução da produção de petróleo no nosso País, um risco de desabastecimento. Então, vou zerar esse imposto”, destacou.

Sobre o IOF, Flávio disse que a alíquota atual encarece o crédito e dificulta que pessoas inadimplentes voltem à adimplência.

O candidato também se comprometeu a rever o atual arcabouço fiscal, que chamou de “calabouço fiscal”. “Foi feito ali para enganar, ou para servir de desculpas, para que muitas pessoas acreditassem que esse atual governo teria algum compromisso com a responsabilidade fiscal”, afirmou.

Flávio relembrou ainda que, durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foram extintos cerca de 20 mil cargos comissionados. “Coincidentemente, esse atual governo criou 22 mil cargos em comissão”, disse. O senador acrescentou que também pretende reduzir o número de ministérios.

Candidata à vice

Na mesma sabatina, Flávio repetiu que gostaria de ter como vice a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, do Republicanos. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente as chapas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O senador afirmou que já havia manifestado essa preferência durante as negociações com o Republicanos. A legenda, porém, recusou o convite para integrar a coligação e decidiu permanecer neutra na eleição presidencial.

Segundo Flávio, o candidato a vice deve transmitir uma mensagem positiva e ampliar a capacidade de articulação da chapa. Ele elogiou a atuação de Daniella Marques no governo de Jair Bolsonaro e citou sua experiência nas áreas econômica e de relacionamento com o Congresso.

Dificuldades para formar aliança

O candidato disse que continuará buscando uma composição nacional com outros partidos até o fim do prazo. Segundo ele, as alianças são importantes para ampliar o tempo de propaganda no rádio e na televisão e facilitar a apresentação das propostas da campanha.

Flávio reconheceu que dirigentes partidários têm receio de formalizar uma aliança nacional com sua candidatura, mas alegou contar com o apoio individual de nomes relevantes dessas siglas. Citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e as senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS) como aliados que participarão da campanha, mesmo sem o apoio formal dos partidos.

As declarações foram dadas durante sabatina organizada pela empresa G4 e pelo portal 'O Antagonista', em São Paulo, com candidatos à Presidência da República – Flávio participou por videoconferência.

Participaram do evento, além de Flávio, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o influenciador Renan Santos (Missão). Lula foi convidado, mas não respondeu.

(Por Daniel Tozzi e Geovani Bucci)

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