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Eleições 2026

Indexa/Broadcast: no 2º turno, Flávio Bolsonaro tem 44% ante 42% de Lula

Cenário é de empate técnico; metade dos eleitores desaprova a gestão de Lula, e 54% dizem que ele não merece mais quatro anos de mandato

Broadcast

Por Broadcast

15/10/2026 | 09h18

Fernando Frazão/Agência Brasil e Paulo Pinto/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro registra rejeição de 51%, enquanto Lula tem 50% - Fernando Frazão/Agência Brasil e Paulo Pinto/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro registra rejeição de 51%, enquanto Lula tem 50%
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Flávio Bolsonaro lidera com 44% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, enquanto Lula tem 42%, resultando em um empate técnico considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

A pesquisa revela que Flávio tem forte apoio entre os evangélicos e entre eleitores de maior renda, enquanto Lula lidera entre mulheres e no Nordeste, refletindo divisões regionais e demográficas significativas.

Com 51% de rejeição para Flávio e 50% para Lula, ambos os candidatos enfrentam desafios de aceitação, enquanto 87% dos eleitores afirmam já ter decidido seu voto, indicando uma possível polarização na disputa.

Resumo gerado por IA

Brasília e São Paulo — O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% das intenções de voto, ante 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma simulação estimulada de segundo turno da pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira, 15. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, os candidatos estão em empate técnico. Em votos válidos, Flávio tem 51%, contra 49% de Lula.

Entre os entrevistados, 8% afirmam que não irão votar, 4% dizem que votarão nulo ou branco e 2% estão indecisos ou não sabem. Este é o primeiro levantamento da Indexa/Broadcast sobre o segundo turno. Na pesquisa anterior, de 30 de setembro, ainda durante o primeiro turno, Lula tinha 43% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, ante 42% de Flávio.

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Perfil do eleitor

Os resultados variam conforme o perfil dos eleitores. Entre as mulheres, Lula registra 46,6%, contra 40,2% de Flávio. Entre os homens, o senador tem 47,3%, ante 37,1% do presidente.

No recorte regional, Lula lidera no Nordeste, com 52,1%, contra 35,4% de Flávio. No Sul, o senador registra 49,2%, ante 32,1% do petista. No Centro-Oeste, Flávio tem 58,9%, contra 27,2% de Lula. No Sudeste, os índices são de 43,7% para o candidato do PL e 41% para o presidente. No Norte, ambos aparecem empatados numericamente, com 46,1%.

Entre os católicos, Lula tem 54,2% das intenções de voto, contra 26,3% de Flávio. Entre os evangélicos, o senador registra 81,3%, ante 13,6% do presidente.

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Por renda domiciliar, Lula lidera entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, com 45,8%, contra 36,2% de Flávio. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o senador tem 49,7%, ante 38,9% do presidente. Na faixa de dois a cinco salários mínimos, Flávio registra 44,5%, contra 41,7% de Lula.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, Lula tem 53,5%, contra 31% de Flávio. Na faixa de 60 anos ou mais, o senador registra 43,4%, ante 39,8% do presidente. Entre os eleitores de 45 a 59 anos, Flávio tem 45,5%. Entre os de 25 a 34 anos, o senador registra 42,5%, ante 41,7% de Lula. Já na faixa de 35 a 44 anos, Lula tem 42,3%, contra 44,3% de Flávio.

Por escolaridade, Lula lidera entre os entrevistados com ensino até o fundamental, com 45,1%, ante 40,2% do senador. Entre aqueles com ensino superior ou mais, Flávio registra 48,1%, contra 37,2% do presidente.

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A transferência de votos de 2022 também é expressiva. Entre os eleitores que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno daquele ano, 91,6% afirmam que votarão em Flávio, enquanto 2,6% dizem escolher Lula. Entre os que votaram no atual presidente, 88,2% declaram que votarão novamente nele, contra 3,4% que indicam o senador.

Rejeição e potencial de voto

Flávio Bolsonaro registra rejeição de 51%: essa é a parcela dos eleitores que dizem que jamais votariam nele. O índice se manteve igual ao da pesquisa de 30 de setembro. Lula tem rejeição de 50%, também semelhante à rodada anterior. Considerada a margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados nesse quesito.

Entre os entrevistados, 40% afirmam que com certeza votariam em Lula, enquanto 9% dizem que poderiam votar nele. Nenhum dos entrevistados afirmou não conhecê-lo o suficiente para opinar, e 1% não sabem ou não opinaram. No caso de Flávio, 41% dizem que com certeza votariam nele, 6% afirmam que poderiam escolhê-lo, 1% não o conhece o suficiente para opinar e 1% não sabe ou não opinou. Somadas as parcelas de eleitores que com certeza votariam e dos que poderiam votar, o potencial eleitoral de Lula é de 49%, enquanto o de Flávio chega a 47%.

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Questionados sobre a definição do voto, 87% afirmam que já decidiram, 11% dizem que podem mudar de escolha e 2% não sabem ou não opinaram. Entre os eleitores de ambos os candidatos, 91% dizem ter o voto definido e 8% afirmam que podem mudar.

Temores e avaliação do governo

A pesquisa também perguntou o que os eleitores mais temem na disputa política atual. Um novo mandato de Lula foi citado por 41%, mesmo porcentual dos que mencionaram a volta da família Bolsonaro ao poder. Outros 7% afirmam temer as duas possibilidades, enquanto 10% dizem não ter medo de nenhum dos cenários.

Entre os que temem a volta da família Bolsonaro ao poder, as principais preocupações são a forma como Jair Bolsonaro lidou com a pandemia de covid-19, mencionada por 18%; as falas, declarações e o comportamento dele como presidente, citados por 15%; e a política de facilitação do acesso a armas, apontada por 10%.

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Sobre a gestão de Lula, 50% dos eleitores dizem desaprovar a forma como o presidente administra o País, enquanto 45% afirmam aprová-la. Outros 5% não sabem ou não opinaram. Na pesquisa anterior, de 30 de setembro, a desaprovação era de 51%, e a aprovação, de 46%.

A avaliação da gestão como péssima ou ruim soma 45%, enquanto 33% a consideram ótima ou boa. Separadamente, 36% avaliam o governo como péssimo, 9% como ruim, 19% como bom e 14% como ótimo. Outros 21% consideram a gestão regular, e 1% não sabe ou não opinou. Em relação à rodada anterior, a avaliação péssima e a ótima oscilaram um ponto porcentual para cima.

Questionados se Lula merece mais quatro anos de mandato, independentemente de sua intenção de voto, 54% responderam que não, enquanto 39% disseram que o presidente merece continuar. Outros 7% não sabem ou não opinaram.

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Debates e participação eleitoral

A participação dos candidatos em debates na televisão é considerada muito importante para a definição do voto por 55% dos entrevistados. Outros 33% afirmam que não é importante, e 10% consideram pouco importante. As redes sociais foram apontadas por 23% como o meio de comunicação ou espaço que mais contribuiu para a decisão de votar no primeiro turno, seguidas pela televisão, com 14%.

Sobre a participação no primeiro turno, 92% afirmaram ter comparecido para votar. Outros 7% disseram que nem eles nem alguém da família votaram, e 1% não sabe ou não respondeu.

A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 13 e 14 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04629/2026.

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(Por Isadora Duarte e Geovani Bucci)

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