CONFIRA
Eleições 2026

Mãe de Isabella Nardoni e pai de Henry Borel são eleitos deputados federais

Ana Carolina (Podemos-SP) foi a 2ª mais votada de seu partido no Estado, com 246.741 votos; Leniel Borel (Progressistas-RJ) foi o 4º, com 72.658

Bárbara Ferreira

Por Bárbara Ferreira

05/10/2026 | 19h38

Alesp/Rodrigo Romeo e Reprodução/Instagram @lenielborel

Ana Carolina e Leniel Borel ingressaram na vida política após as tragédias com suas crianças - Alesp/Rodrigo Romeo e Reprodução/Instagram @lenielborel
Ana Carolina e Leniel Borel ingressaram na vida política após as tragédias com suas crianças
Ouvir texto 2:27 1x

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, e Leniel Borel, pai de Henry Borel, foram eleitos deputados federais após tragédias que marcaram suas vidas, chegando à Câmara com expressivo número de votos.

Oliveira, com 246.741 votos, e Borel, com 72.658, já atuavam como vereadores e trazem propostas focadas em segurança pública e proteção à infância, respectivamente.

Ambos pretendem utilizar suas experiências pessoais para influenciar políticas públicas, enquanto os casos de suas crianças continuam a repercutir na sociedade e na justiça.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Após as tragédias que levaram às mortes brutais de seus filhos, a mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, e o pai de Henry Borel, Leniel Borel, foram eleitos deputados federais. Os dois ingressaram na vida política após as tragédias com suas crianças e chegam bem votados à Câmara dos Deputados,  em Brasília. 

Os dois já exerciam mandatos como vereadores de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente. Nas Eleições 2026, Ana Carolina Oliveira (Podemos-SP) foi a segunda mais bem votada do partido no Estado, eleita com 246.741 votos. Já Borel (Progressistas-RJ), eleito com 72.658 votos, foi o quarto mais votado da sigla no Estado.

Publicidade

Ana Carolina Oliveira ingressou na política com propostas voltadas à segurança pública e ao apoio a vítimas de violência, enquanto Leniel Borel construiu sua campanha sob medidas de proteção à infância.

Relembre os casos

Isabella Nardoni

Em um caso bastante noticiado no País, Isabella Nardoni foi morta aos 5 anos, em 2008. O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram acusados de espancar e jogar a criança do sexto andar de um apartamento na zona norte de São Paulo.

Publicidade

O casal foi preso após um julgamento de júri popular, em março de 2010: a sentença foi de 31 anos de prisão em regime fechado para Alexandre e 26 anos para Anna Carolina. Até hoje, os dois defendem que criminosos invadiram o apartamento e jogaram a menina. Isabella caiu no gramado e já chegou morta ao hospital.

As penas sofreram redução ao longo dos anos e, atualmente, os dois estão em regime aberto. 

Henry Borel

Publicidade

Henry Borel foi assassinado aos quatro anos pelo ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (expulso do Solidariedade), conhecido como Dr. Jairinho, então namorado de Monique Medeiros, mãe de Henry. O caso aconteceu em março de 2021. 

Os dois disseram ter encontrado Henry já caído no chão do quarto que dividia com a mãe, com pés e mãos gelados e olhos revirados, aponta o inquérito. Ele foi levado ao Hospital Barra D’Or, na zona oeste do Rio, mas já chegou morto.

No entanto, o laudo de necropsia apontou lesões compatíveis com espancamento, hemorragia interna e laceração hepática provocada por ação contundente. A mãe disse acreditar que ele estava em pé na cama e caiu no chão ao se desequilibrar ou tropeçar; já Jairinho disse que ouviu os gritos de Monique e percebeu que o menino estava gelado.

Publicidade

Em junho de 2026, o Tribunal do Júri do RJ condenou Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas no curso do processo. Monique recebeu perdão judicial e segue em liberdade, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro ainda tenta reverter a decisão. 

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.