Tarcísio diz que privatizações na CPTM não trarão melhorias automaticamente
Leco Viana/TheNews2/Estadão Conteúdo
São Paulo - O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira, 20, que a empresa Trivia Trens cumpriu com todos os requisitos técnicos para assumir as linhas de trem que pertenciam à CPTM até o início deste ano.
O chefe do executivo paulista também disse que o processo de melhora nos serviços de transporte sobre o trilho não irá acontecer automaticamente após as privatizações e concessões, mas que trata-se de um processo de longo prazo.
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As declarações foram deitas durante participação de sabatina organizada pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor Econômico.
Quando você faz uma análise de requisito técnico operacional e requisito técnico profissional, eu posso dizer que a empresa [Trivia Trens] tem esses requisitos, até porque se não tivesse, ela seria desclassificada no certame”, disse Tarcísio.
Segundo o governador, o grupo controlador da companhia tem experiência comprovada em outros modais de transporte, como o aéreo, além de fazer operações de do VLT na Baixada Santista e nas redes de metrô de Belo Horizonte e Salvador.
Tarcísio reconheceu, porém, que, após o período de transição entre CPTM e Trívia Trens houve uma série de problemas que incomodaram a gestão:
Foram três dias seguidos de problema e esses problemas eram muito graves e a resposta da empresa foi ruim. A gente falou ‘opa vamos dar o passo atrás. E aí só é uma questão que precisa deixar claro não chegou a ser inusitada porque essa previsão estava no contrato. A regulação tinha o poder de dar o passo atrás e retomar a operação com a CPTM que foi o que a gente fez.”
Tarcísio disse ainda que a intenção é melhorar a qualidade do transporte no Estado, mas essa melhora acontece a uma velocidade que é inferior àquilo que as pessoas estão esperando. Ele ressaltou que a experiência irá servir para a gestão rever protocolos.
Por que a gente fez a concessão? Por que a gente resolveu passar isso para iniciativa privada? Não é ter que fazer concessão por concessão ou um dogma, de que a iniciativa privada sempre vai fazer melhor alguma coisa para o poder público. Eu não acredito nisso. A ideia era mobilizar investimento e mobilizar esse investimento num prazo mais curto”, disse.
(Por Daniel Tozzi)
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