Caso de sarampo em jovem sem vacina é confirmado no RJ; saiba sintomas
Foto: Adobe Stock
São Paulo - O Ministério da Saúde confirmou na última quarta-feira, 1, a infecção por sarampo de uma jovem de 22 anos no município do Rio de Janeiro. A paciente, que atua no setor hoteleiro da cidade, não possuía histórico de vacinação contra a doença.
Leia também: São Paulo registra primeiro caso de sarampo de 2026
Diante do diagnóstico, as autoridades sanitárias municipais e estaduais, em conjunto com o Governo Federal, iniciaram rapidamente um protocolo de contenção do vírus.
Entre as medidas emergenciais adotadas estão a vacinação de bloqueio em todos os ambientes frequentados pela paciente — abrangendo sua residência, seu local de trabalho e a unidade de saúde em que recebeu atendimento —, além de uma busca ativa (varredura) na vizinhança para identificar e vacinar possíveis novos infectados.
Situação do sarampo em 2026
Este é apenas o segundo registro da doença no Brasil ao longo de 2026. O primeiro caso ocorreu no início de março, na zona norte de São Paulo, e envolveu um bebê de seis meses que havia viajado recentemente para La Paz, na Bolívia, região que atualmente enfrenta um surto ativo. Naquela ocasião, as autoridades também promoveram um cerco vacinal, aplicando mais de 600 doses de imunizantes na área de residência da criança.
Apesar destas ocorrências, o Ministério da Saúde enfatiza que o Brasil mantém o status de País livre da circulação endêmica do sarampo. O sistema de saúde brasileiro tem demonstrado eficácia no controle de importações da doença: em 2025, todos os 38 casos importados tiveram sua transmissão interrompida devido a uma estratégia de vigilância e bloqueio rápido que foi, inclusive, reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Leia também: Brasil atinge menor índice de mortalidade infantil em 34 anos, aponta Unicef
Alerta sobre o contágio
O sarampo é uma infecção viral com altíssimo poder de contágio. A transmissão ocorre pelas vias respiratórias quando o infectado tosse, espirra, fala ou simplesmente respira. Uma única pessoa contaminada é capaz de infectar até 90% dos contatos próximos que não possuem imunidade.
O paciente geralmente apresenta manchas vermelhas pelo corpo e coceira intensa nas mãos, e o período de transmissão é bastante elástico, podendo ocorrer desde seis dias antes até quatro dias após o surgimento das lesões na pele.
Por ter sintomas iniciais que se confundem com outras viroses, as autoridades alertam para a necessidade de atenção redobrada e reforçam que a vacinação continua sendo o meio mais eficaz de prevenção.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
