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Ministro do STF relata ameaça de morte por funcionária de empresa aérea

Rosinei Coutinho/SCO/STF

Para Dino, manifestações são resultado de sua atuação no Supremo Tribunal Federal - Rosinei Coutinho/SCO/STF
Para Dino, manifestações são resultado de sua atuação no Supremo Tribunal Federal
Por Broadcast

18/05/2026 | 19h17

Brasília, 18/05/2026 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino relatou, em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira, 18, ter sido ameaçado por uma funcionária de uma companhia aérea. Segundo o relato, ela teria manifestado o desejo de xingar o ministro e, depois, de matá-lo.

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“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se ‘corrigiu’: disse que seria melhor MATAR do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, escreveu Dino.

Em seguida, ele fez um apelo às empresas para que façam campanhas de educação cívica, especialmente em um ano eleitoral.

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“Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?”, questionou.

“Assim, o pedido que faço às empresas em geral, mas especialmente àquelas que lidam com o público, é que façam campanhas internas de EDUCAÇÃO CÍVICA para que todos possam conviver em PAZ, especialmente nesse ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram”, acrescentou o ministro.

Fachin manifesta solidariedade

Após a publicação do relato nas redes sociais, o presidente do Supremo, Edson Fachin, divulgou nota de solidariedade a Dino.

“A divergência de ideias, própria da democracia, jamais pode abrir espaço para o ódio, para a violência em qualquer de suas formas ou para qualquer modo de agressão pessoal”, diz a nota.

“Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”, concluiu.

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(Por Lavínia Kaucz)

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