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Confira dicas de saúde para aproveitar blocos do carnaval 2026 sem riscos

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ministério do Turismo espera que mais de 65 milhões de foliões devam sair às ruas em todo o Brasil - Tânia Rêgo/Agência Brasil
Ministério do Turismo espera que mais de 65 milhões de foliões devam sair às ruas em todo o Brasil
Por Emanuele Almeida

02/02/2026 | 13h13

São Paulo, 02/02/2026 - Com a chegada das festas e dos blocos de rua, o Ministério do Turismo espera que mais de 65 milhões de foliões devam sair às ruas em todo o Brasil para curtir as festas e enfrentar o calor e as aglomerações. 

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Mas, para garantir que a diversão dure todos os dias de festa e não termine em uma emergência médica, é preciso tomar os seguintes cuidados preventivos:

Não esqueça o protetor solar

Fevereiro é tradicionalmente um mês quente, e a exposição prolongada ao sol durante os blocos exige atenção redobrada. Segundo a médica de família e comunidade e membro do Conselho Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC),  Luisa Chaves, proteger a pele e manter a hidratação é essencial. Ela dá as seguintes orientações:

  • Filtro solar: o uso de filtro solar é indispensável, independentemente da fantasia. Quanto mais pele exposta, maior deve ser o cuidado com a reaplicação. A insolação pode causar não apenas queimaduras, mas também febre, dor de cabeça, tontura e mal-estar geral;
  • Roupas: evite roupas muito pesadas, pois as altas temperaturas afetam o organismo mesmo na sombra.
A insolação não pode ser ignorada. Mesmo em locais com sombra ou com o uso de roupas com proteção, as altas temperaturas afetam diretamente o organismo. Por isso, evite roupas muito pesadas", alerta a médica. 

Mantenha hidratação e alimentação

Para aguentar longas horas em pé e caminhadas, o corpo precisa de energia e água. A especialista da SBMFC explica que a hidratação previne dores de cabeça, cãibras e desmaios. No entanto, ela alerta que é preciso estar atento à procedência da água comprada na rua e à higiene do gelo, pois a contaminação pode gerar intoxicação gastrointestinal.

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Outro ponto de atenção é evitar jejuns prolongados. A recomendação da médica é fazer refeições equilibradas com carboidratos e proteínas antes de sair. Se comer na rua, evite alimentos que dependam de refrigeração sensível (como molhos), observando sempre a higiene.

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Cuidado com o beijo e compartilhamento de objetos

O carnaval é marcado por aglomerações e contato físico, o que favorece a transmissão de doenças infecciosas pela saliva. O cirurgião-dentista do Ateliê Oral, Marcelo Moreira, alerta especificamente para o risco de mononucleose (a "doença do beijo").

  • Não compartilhe objetos: a transmissão da mononucleose e outras doenças ocorre pela troca de saliva. Portanto, evite compartilhar copos, garrafas, batons e outros itens pessoais que toquem a boca;
  • Sintomas de alerta: a mononucleose pode causar dor de garganta intensa, placas nas amígdalas, febre, inchaço dos gânglios (especialmente no pescoço) e cansaço extremo. Caso esses sintomas apareçam, procure avaliação médica.
É importante destacar que nem todas as pessoas apresentam todos — ou sequer alguns — desses sinais. Muitas vezes, a infecção pode ser confundida com uma gripe ou resfriado, o que reforça a importância de atenção aos sintomas e da busca por avaliação médica", reforça o dentista. 

Cuide dos seus pés

Os pés sustentam o corpo durante todo o percurso dos blocos, muitas vezes em terrenos irregulares. Para isso, certifique-se sempre de se preparar da seguinte forma:

  • Calçado adequado: opte por sapatos confortáveis e fechados, que ofereçam estabilidade. Evite saltos para prevenir dores e lesões;
  • Recuperação: ao chegar em casa, retire os calçados e deixe-os arejar. O repouso e uma boa noite de sono são fundamentais para a recuperação.

Não misture álcool e medicamentos

O uso de álcool e outras substâncias pode interagir negativamente com medicamentos de uso habitual. A especialista em medicina da família, Luisa Chaves explica os problemas envolvidos:

  • Interações medicamentosas: certos remédios, como o lítio, cujo nível no sangue pode variar quando a pessoa bebe menos água ou ingere álcool, aumenta o risco de efeitos colaterais graves;
  • Moderação: a mistura de substâncias aumenta o risco de desidratação, quedas, confusão mental e arritmias. Se você faz uso de medicação contínua, redobre a atenção e converse com seu médico.

“Para reduzir riscos, se for beber ou usar alguma substância, atenção às quantidades, evite associações, respeite seus limites e, se usar medicação, redobre a atenção. Não deixe de conversar sobre o assunto com o seu médico de confiança para receber orientações para o seu caso", conclui Luisa Chaves. 

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