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Doação de sangue após os 70 anos é liberada no Brasil; veja como funciona

Nova regra do Ministério da Saúde permite a doação nessa faixa etária após triagem e avaliação clínica; medida entrou em vigor nesta quarta-feira, 30

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Mudança reflete o envelhecimento ativo e amplia a idade limite para doação de sangue - Adobe Stock
Mudança reflete o envelhecimento ativo e amplia a idade limite para doação de sangue
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Idosos saudáveis com 70 anos ou mais agora podem doar sangue no Brasil, conforme a nova Portaria do Ministério da Saúde, que visa aumentar o número de doadores e garantir a segurança das transfusões.

A mudança reflete o envelhecimento ativo da população e a necessidade de atualizar os critérios de doação, permitindo que aqueles com histórico de doações regulares continuem a contribuir após essa idade.

Além da nova política para doadores mais velhos, o Ministério da Saúde também reduziu os prazos de impedimento temporário para doações, melhorando a eficiência do sistema de hemoterapia e aumentando a disponibilidade de sangue para pacientes em tratamento.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Idosos com 70 anos ou mais que estejam saudáveis já podem realizar a doação de sangue no Brasil. A mudança foi estabelecida pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em julho, e passou a valer a partir desta quarta-feira, 30.

Para doar sangue acima dos 70 anos, o doador precisa ser aprovado na triagem e na avaliação clínica do serviço de hemoterapia, além de respeitar a frequência e os intervalos de doação específicos para essa faixa etária.

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“O novo regulamento atualiza os critérios de aptidão para doadores voluntários, reforça a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual”, explica o Ministério da Saúde.

A mudança acompanha diretamente a evolução demográfica do Brasil, refletindo o envelhecimento ativo da população e o aumento da expectativa de vida. Até então, mesmo em plena condição de saúde e com histórico de doações regulares, o voluntário era obrigado a interromper as doações ao completar 70 anos.

O secretário de Atenção Especializada à Saúde da pasta, Mozart Sales, pontuou em comunicado que o novo regulamento amplia o leque de doadores e, simultaneamente, assegura a proteção e o bem-estar de quem doa e de quem recebe o sangue.

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Como doar sangue após os 70 anos?

Para continuar doando após os 70 anos de idade, o cidadão precisa preencher requisitos bem definidos:

  • Hábito de doar: a regra é válida para quem já é doador regular;
  • Saúde em dia: o doador deve permanecer saudável e ser aprovado na avaliação clínica minuciosa feita pelo serviço de hemoterapia;
  • Intervalo controlado: será obrigatório respeitar os intervalos e a frequência de doações específicos estabelecidos para essa faixa etária.

“Incentivamos a população brasileira a procurar os serviços de hemoterapia, com a certeza de que será acolhida com todo o cuidado e a segurança necessários e de que cada doação será utilizada de forma responsável e cientificamente adequada para ajudar a salvar vidas em todo o País”, afirma Mozart Sales.

Novos prazos de espera

Além da idade, o Ministério da Saúde atualizou e reduziu os prazos de impedimento temporário para quem deseja voltar a doar sangue:

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  • Endoscopia e anabolizantes: o tempo de espera para quem realizou endoscopia ou utilizou anabolizantes sem receita médica caiu de seis para quatro meses;
  • Tatuagens e estética: para tatuagens, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos (como botox, preenchimento e microagulhamento), o prazo de espera foi reduzido para apenas sete dias, desde que tenham sido feitos em locais regulamentados e seguros. Caso não seja possível verificar a segurança do estabelecimento, o tempo de espera passa a ser de quatro meses;
  • Piercings: no caso de piercings aplicados na boca ou na região genital, a doação é permitida quatro meses após a sua retirada.

Segurança e tecnologia nas transfusões

O Brasil assume uma posição de destaque internacional ao se tornar a primeira nação a exigir a testagem de malária em todos os exames de triagem de sangue. A novidade vem com o teste NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que já identificava patógenos como HIV e hepatites B e C, e agora passa a detectar também o parasita causador da malária.

Essa tecnologia reduz significativamente o tempo de impedimento para doadores que visitaram regiões endêmicas ou de mata, caindo de até 12 meses para apenas 30 dias de espera.

Para diminuir o descarte de materiais preciosos e atender melhor pacientes em tratamentos severos, como pessoas com câncer e submetidas à quimioterapia, a validade do concentrado de plaquetas poderá ser estendida de cinco para até sete dias, contanto que as normas rígidas de controle de qualidade sejam respeitadas.

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Os dados mais recentes apontam que a cultura de doação no País está se recuperando, segundo o Ministério da Saúde. Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) computou 3,26 milhões coletas de sangue. Isso gerou uma taxa de 15,29 doações para cada mil habitantes, o melhor índice registrado desde o período da pandemia de Covid-19.

Quer ser um doador? Confira os critérios básicos

Para as pessoas que desejam fazer a sua parte e ajudar a salvar vidas, os requisitos essenciais são:

  • Estar em boas condições gerais de saúde;
  • Pesar no mínimo 50 quilos;
  • Comparecer descansado e bem alimentado;
  • Apresentar documento oficial com foto (físico ou digital);
  • Jovens de 16 e 17 anos também podem doar, desde que tenham autorização formal de seus responsáveis;

Segundo o Ministério da Saúde, os interessados devem procurar o hemocentro mais próximo para consultar os horários de atendimento e passar pela triagem, etapa em que são avaliadas as condições de saúde e a aptidão para a doação.

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