Entenda o que é alopecia, condição de Gretchen e Maiara, dupla de Maraísa
Reprodução/Instagram
06/02/2026 | 10h51
São Paulo, 06/02/2026 - A exposição pública de figuras como Maiara (da dupla com Maraísa) tem sido fundamental para desmistificar a alopecia, condição que atinge ambos os sexos e requer cuidados dermatológicos especializados. O debate ganhou força com outros relatos, como o de Gretchen, que utiliza as redes sociais para mostrar o uso de laces e diferentes estilos.
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Embora seja popularmente conhecida como calvície e seja muito comum entre os homens devido à testosterona, o Ministério da Saúde alerta que a alopecia também afeta as mulheres, ainda que de forma menos frequente e, geralmente, menos drástica.
O que é a alopecia?
A alopecia é a perda de cabelos ou pelos em qualquer região do corpo. Embora possa ocorrer em diversas áreas, sua forma mais frequente é a calvície, que atinge o couro cabeludo. O quadro afeta tanto homens quanto mulheres e pode se manifestar de forma temporária ou permanente.
O médico especialista em queda capilar e transplante capilar, Vlassios Marangos, reforça que a perda de fios é um processo que pode ter causas fisiológicas ou patológicas. "O problema começa quando essa perda se torna excessiva, persistente ou perceptível, com diminuição de volume, afinamento dos fios ou falhas no couro cabeludo", explica Marangos.
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A hairstylist e terapeuta capilar, Letícia Figueiredo explica que o sinal de alerta acende quando a conta não fecha: "A alopecia acontece quando essa queda passa a ser maior do que o crescimento ou quando o fio começa a nascer cada vez mais fino e fraco."
Causas e sinais de alerta
As causas são variadas. O Ministério da Saúde aponta que, além de questões hormonais e genéticas, a alopecia pode estar ligada a fatores imunológicos, estresse, má alimentação, excesso de produtos químicos e até infecções por fungos.
Entre os tipos mais comuns está a alopecia androgenética. Segundo a pasta, ela é geneticamente determinada e provoca o afinamento dos fios. Nos homens, as "entradas" e a coroa são as áreas mais afetadas; nas mulheres, a região central da cabeça tende a ficar mais rala.
Para identificar o problema em casa, Figueiredo orienta a observar mudanças na rotina. "Também pode acontecer aumento da queda no banho, no travesseiro e ao pentear, além de fios mais finos e frágeis com o tempo", explica.
Marangos destaca que os sintomas podem ir além da visualização dos fios caídos:
Em alguns casos, há coceira, ardor, sensibilidade ou descamação no couro cabeludo, o que pode indicar processos inflamatórios"
Existe cura para alopecia?
Uma dúvida frequente é se o cabelo volta a crescer. A resposta depende da causa. O Ministério da Saúde informa que quedas provocadas após cirurgias, partos ou quimioterapia costumam ser passageiras e o cabelo volta a crescer cessada a causa.
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No caso da calvície genética (androgenética), a abordagem é diferente. "A alopecia androgenética não tem cura no sentido de eliminar a predisposição genética, mas pode ser controlada de forma eficaz", esclarece Vlassios Marangos. Para ele, o ponto-chave é entender que quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são os resultados.
Letícia Figueiredo concorda e ressalta a importância da continuidade:
No caso da alopecia androgenética, a gente fala em controle, não em cura definitiva. É uma condição crônica e progressiva, mas que pode ser estabilizada e tratada"
Tratamento e cuidados
O tratamento deve ser individualizado e indicado por um profissional. Marangos cita opções como medicamentos tópicos ou orais, terapias injetáveis, tratamentos a laser, suplementação específica e ajustes no estilo de vida, além do transplante capilar para casos de perda definitiva se for o que o paciente deseja.
O Ministério da Saúde adverte a população para não utilizar medicamentos sem indicação médica ou produtos que prometem "soluções milagrosas", devido ao risco de efeitos adversos sérios.
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O órgão reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral e gratuito para a alopecia, que pode ser iniciado nas Unidades Básicas de Saúde e encaminhado para dermatologistas na atenção especializada, se necessário.
Como resume Letícia Figueiredo, "o mais importante é entender que o tratamento exige constância e acompanhamento, porque o objetivo é frear a progressão e recuperar densidade ao longo do tempo.
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