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Missão Juno revela que Júpiter é menor e mais achatado do que se sabia

Nova avalição mostrou que os raios equatorial e polar são menores do que previsto; medições ajudam na modelagem de exoplanetas

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

06/02/2026 | 18h37

Reprodução/Site science.nasa.gov

Raios equatorial e polar do planeta são menores do que previsto - Reprodução/Site science.nasa.gov
Raios equatorial e polar do planeta são menores do que previsto
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São Paulo, 06/02/2026 - A Nasa informou na quarta-feira, 4, que dados obtidos pela missão Juno indicam que Júpiter é menor e mais achatado do que se acreditava anteriormente.

Embora continue sendo o maior planeta do Sistema Solar, antes acreditava-se que o raio equatorial do planeta fosse de 71.492 quilômetros, mas as novas medições apontam que ele é de 71.488 quilômetros.

O planeta também é mais achatado nos polos. O raio polar, que antes era estimado em 66.854 quilômetros, passou a ser calculado em 66.842 quilômetros.

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Segundo a Nasa, para chegar às novas estimativas, os pesquisadores analisaram dados de ocultação de rádio de 13 sobrevoos de Júpiter e incorporaram os efeitos dos ventos zonais. “A ocultação de rádio é usada para ‘enxergar’ através das densas e opacas nuvens da atmosfera de Júpiter, a fim de compreender sua estrutura interna”, explicou a agência.

As medições anteriores haviam sido obtidas a partir de dados de seis experimentos de ocultação de rádio realizados pelas missões Pioneer e Voyager da Nasa, na década de 1970.

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A agência afirmou que medidas mais precisas do raio de Júpiter servem como um padrão essencial de calibração para a modelagem de exoplanetas gigantes em outros sistemas estelares. “Ter uma forma mais precisa ajudará os astrônomos a interpretar melhor os dados de planetas observados passando em frente à sua estrela hospedeira muito além da nossa vizinhança cósmica”, disse a Nasa.

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