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EUA dizem monitorar caso suspeito de peste ligado a laboratório na Rússia

Marco Rubio afirma que não há motivo para alarme, mas alerta sobre a possibilidade de rápida propagação da doença, apesar das medidas de saúde pública

Broadcast

Por Broadcast

05/10/2026 | 18h26

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Peste é uma doença infecciosa tratável causada pela bactéria Yersinia pestis - Adobe Stock
Peste é uma doença infecciosa tratável causada pela bactéria Yersinia pestis
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O Departamento de Estado dos EUA está monitorando um caso fatal de pneumonia de etiologia desconhecida em Irkutsk, Rússia, onde uma pesquisadora morreu após suspeita de infecção por peste pneumônica, levantando preocupações sobre a saúde pública na região.

A pesquisadora Darya Shipilova, de 28 anos, foi diagnosticada com pneumonia e morreu três dias após a internação, levando as autoridades russas a implementar medidas especiais e a realizar exames que não identificaram microrganismos patogênicos relacionados ao seu trabalho.

As autoridades locais negaram a existência de um surto de peste, enquanto a OMS e especialistas destacam a gravidade da peste pneumônica, e medidas de precaução, como o uso de máscaras, foram adotadas em instituições próximas para evitar a propagação da doença.

Resumo gerado por IA

São Paulo e Washington - O Departamento de Estado dos EUA informou nesta segunda-feira, 5, que está monitorando um caso supostamente fatal de "pneumonia de etiologia desconhecida" no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na Rússia. 

"Estamos cientes de relatos de um caso fatal de suspeita de peste pneumônica em Irkutsk Oblast, Rússia. Estamos monitorando a situação de perto com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e nossos outros parceiros interagências", disse um porta-voz do Departamento de Estado. "Muitos detalhes não foram confirmados. Encorajamos as autoridades russas a compartilharem informações precisas de forma rápida e aberta", acrescentou o porta-voz. 

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Rubio diz não ver motivo para alarme 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reforçou os EUA estão acompanhando de perto o caso e disse não acreditar que haja motivo para alarme pela situação, mas que os EUA estão cientes de que “a doença pode se espalhar rapidamente”, apesar da quarentena e de outros protocolos de saúde pública que já foram aplicados pelas autoridades russas. 

Uma pesquisadora morreu de pneumonia após a suspeita de infecção por peste na sexta-feira, 2. Darya Shipilova, de 28 anos, foi internada na última terça-feira, 29, no Hospital Distrital de Shelekhov, na região de Irkutsk, na Sibéria, e morreu três dias depois. A agência de notícias estatal russa TASS afirmou que ela foi diagnosticada com pneumonia de causa desconhecida. 

Segundo a agência, o Serviço Federal de Supervisão da Proteção dos Direitos do Consumidor e Bem-Estar Humano da Rússia, conhecido como Rospotrebnadzor, disse que uma série de medidas especiais foi adotada após o caso e que exames ampliados de amostras da pesquisadora não identificaram microrganismos associados às suas atividades profissionais. 

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Autoridades russas negam surto 

Inicialmente, Alexey Tsydenov, chefe da República da Buriátia, região vizinha a Irkutsk, afirmou em uma publicação nas redes sociais que Darya havia morrido de peste. No entanto, ele editou a postagem e disse que ela “possivelmente” havia morrido em razão da doença. Tsydenov também negou que houvesse um surto de peste na região. 

A peste é uma doença infecciosa causada pela bactéria Yersinia pestis. Embora possa ser grave, a doença é tratável com antibióticos quando identificada e tratada precocemente. 

Anna Popova, chefe do órgão regulador de saúde pública da Rússia, o Rospotrebnadzor, viajou para Irkutsk e se reuniu com o governador Igor Kobzev e outras autoridades na sexta. 

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Kobzev afirmou que todas as pessoas que tiveram contato com a mulher estão sob supervisão médica. Ele não especificou o tipo de infecção e se referiu ao caso como uma suspeita de “uma infecção particularmente perigosa”. A Rospotrebnadzor estava implementando “uma gama completa de medidas antiepidêmicas”, acrescentou ele. 

Um ex-colega da pesquisadora, ouvido pela Radio Svoboda, afirmou que, inicialmente, os médicos acreditaram que ela estivesse com covid-19. No entanto, após a morte dela, todo o setor de internações do Hospital Distrital de Shelekhov, onde estão cerca de 114 pacientes, foi colocado em isolamento.

A Rospotrebnadzor afirmou não ter constatado nenhum incidente no instituto “envolvendo microrganismos patogênicos”. Duas pessoas que estiveram em contato com a mulher tiveram resultado positivo para um vírus causador do resfriado comum e outras duas para a covid-19, informou a agência, acrescentando que todos os demais testados apresentaram resultado negativo. 

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OMS explica risco e monitoramento 

Questionado nesta segunda sobre o caso, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o público e a mídia deveriam acompanhar os comunicados oficiais da Rospotrebnadzor, em vez de “boatos ou especulações”. A Rospotrebnadzor não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. 

A Fábrica de Alumínio de Irkutsk, em Shelekhov, exigiu que os funcionários usassem máscaras como medida de precaução, disse seu diretor, Artyom Fominykh, no sábado, no Telegram, pedindo calma e acrescentando: “É melhor prevenir do que remediar”. 

A Organização Mundial da Saúde descreve a peste pneumônica como uma forma menos comum, porém grave, da peste - uma doença causada pela Yersinia pestis, uma bactéria geralmente encontrada em pequenos mamíferos e em suas pulgas. 

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“No caso de uma possível exposição em laboratório, seria normal identificar as pessoas que possam ter sido expostas e monitorá-las de acordo com o nível de risco avaliado”, disse Malick Gibani, professor clínico associado de vacinologia bacteriana no Imperial College London. 

A escala de qualquer programa de monitoramento dependeria “das circunstâncias da exposição e do número de pessoas potencialmente afetadas”, afirmou Gibani em um comentário por escrito. 

Ian Jones, professor de virologia da Universidade de Reading, disse que “a peste tem uma longa história e ainda está presente em muitas partes do mundo, incluindo a Rússia”, embora, devido às condições de vida modernas e aos antibióticos, “seu potencial seja, portanto, limitado”.

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(Por Darlan de Azevedo e Associated Press)

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