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Fiocruz aponta aumento de internações por influenza e vírus respiratório

Adobe Stock/imagem feita com Inteligência Artificial

O Vírus Sincicial Respiratório vem sendo o principal responsável pelas internações, representando 49,6% dos casos positivos - Adobe Stock/imagem feita com Inteligência Artificial
O Vírus Sincicial Respiratório vem sendo o principal responsável pelas internações, representando 49,6% dos casos positivos
Por Emanuele Almeida

14/06/2026 | 15h00 ● Atualizado | 15h07

São Paulo - O Brasil enfrenta um cenário preocupante de avanço nas doenças respiratórias. De acordo com o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última semana, houve um aumento no número de hospitalizações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pelos vírus da gripe, influenza A e B.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR foi o principal responsável pelas internações, representando 49,6% dos casos positivos. Já a influenza A respondeu por 20,7%, seguida pelo rinovírus (24,5%) e pela influenza B (5,7%). 

A análise, que se refere à semana epidemiológica de 31 de maio a 6 de junho, indica que a queda das temperaturas tem impulsionado a circulação desses vírus em ambientes fechados.

Números de 2026

Até o momento, o Brasil já registrou 82.544 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Desse total, quase metade (48,8%) teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.

O levantamento também aponta um dado alarmante sobre a letalidade: o País já soma 3.591 óbitos por SRAG este ano. Nas últimas quatro semanas, a influenza A foi o vírus mais letal, sendo responsável por 46,5% das mortes confirmadas por vírus respiratórios.

Quem são os mais atingidos?

O impacto dos vírus varia drasticamente conforme a faixa etária:

  • Crianças de até 4 anos: o aumento de casos graves é impulsionado principalmente pelo VSR, que representa 49,6% dos casos positivos nas últimas semanas;
  • Crianças e adolescentes (5 a 14 anos): o rinovírus e a influenza B têm sido os principais responsáveis pelas internações;
  • Adultos e idosos: o predomínio de casos graves está associado à influenza A.

Situação regional e estados em alerta

Atualmente, 11 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo. Os estados em nível de alerta ou risco são: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Entre as capitais, 10 apresentam sinal de crescimento, incluindo Curitiba, Porto Alegre, Belém e Aracaju. Em Curitiba e Rio Branco, chama a atenção o aumento de casos também entre a população idosa.

Como se prevenir?

A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça que a medida mais eficaz é a imunização. "É fundamental que as pessoas dos grupos prioritários tomem a vacina contra a influenza e o VSR para diminuir as chances de formas graves ou óbito", orienta.
Além da vacina, as recomendações incluem:

  • Lavar as mãos frequentemente;
  • Usar máscaras em unidades de saúde ou locais aglomerados e pouco ventilados;
  • Isolamento imediato ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado. 

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