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‘Vamos tentar ajudar', diz Instituto dos EUA sobre Lito Sousa

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Influenciador revelou o diagnóstico de DCJ em meados de julho - Reprodução/Aviões e Músicas
Influenciador revelou o diagnóstico de DCJ em meados de julho
Por Estadão Conteúdo

25/08/2026 | 14h53 ● Atualizado | 20h18

São Paulo - O Broad Institute afirmou em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira, 25, que está em contato com a equipe do influenciador e mecânico de avião Lito Sousa para ajudar a avaliar as opções disponíveis, após receber mensagens sobre o caso do brasileiro, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

O centro de pesquisa, localizado em Cambridge, no Estado de Massachusetts, é fruto de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), a Universidade de Harvard, hospitais associados a Harvard, outras instituições acadêmicas e empresas, como Bayer e Novo Nordisk.

Criado em 2004 com o objetivo de descobrir as principais causas de doenças comuns e raras e usar esse conhecimento para ajudar a desenvolver intervenções terapêuticas seguras e eficazes, o Broad Institute é uma organização independente e sem fins lucrativos.

Obrigado a todos que entraram em contato para demonstrar apoio a Lito Sousa. Estamos em contato com a equipe dele para ajudar a avaliar as opções disponíveis", escreveu o instituto em uma publicação no Instagram.

"A doença priônica é rara e devastadora e, no momento, não há tratamentos eficazes. Estamos trabalhando intensamente para mudar esse cenário, mas as pesquisas - incluindo os ensaios clínicos - ainda estão em estágio inicial. Estamos avançando o mais rápido que podemos", acrescentou.

Segundo o Broad Institute, dezenas de milhares de pessoas entraram em contato para demonstrar carinho e preocupação com Lito. "Não sabemos se poderemos ajudá-lo, mas vamos tentar."

Mais cedo, a esposa do influenciador, Mila Seidl, informou que eles ainda não conseguiram vaga para tratamentos experimentais contra a DCJ. Segundo ela, o Broad Institute afirmou que Lito poderia fazer a entrevista inicial para ficar no grupo de controle, que não recebe o medicamento. "Provavelmente teríamos que nos mudar e ficar à disposição sem ter uma certeza que um dia receberíamos o medicamento", escreveu ela nas redes sociais.

Na publicação, Mila disse que a Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo estudo com o medicamento experimental ION717, apontado pela família como a "principal esperança de tratamento" afirmou que a pesquisa está fechada para novos participantes e que não pode permitir o uso compassivo da substância.

Mila ainda afirmou que todas as respostas que receberam até agora foram de contatos feitos pela própria família. "Não tivemos contato do Itamaraty e do governo federal ou iniciativas do Ministério da Saúde com relação ao caso do tratamento."

Lito, conhecido pelo conteúdo sobre aviação e por participações em podcasts e programas de televisão, comunicou em meados de julho o diagnóstico da DCJ, uma doença neurodegenerativa rara associada ao acúmulo de príons proteínas anormais que comprometem o funcionamento do cérebro. A doença pode causar alterações motoras, de coordenação, visão, memória, comportamento e outras funções cognitivas.

Ministério da Saúde faz pedido

O Ministério da Saúde formalizou um pedido para que o influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), seja incluído na fase inicial de testes de um estudo clínico em Harvard, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 25, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Em publicação nas redes sociais, Padilha afirmou que integrantes do ministério estão em contato com a família do influenciador e com pesquisadores internacionais desde o fim de semana. Segundo o ministro, a pasta tem auxiliado na procura por centros de pesquisa e estudos relacionados à doença.

"Apoiamos a busca de centros de pesquisa e estudos sobre a doença, assim como formalizamos a solicitação da inclusão de Lito na fase inicial dos testes do único estudo clínico ativo identificado até o momento, em Harvard", escreveu. Padilha ressaltou que atualmente não existe tratamento para a doença de Creutzfeldt-Jakob.

O Itamaraty também foi mobilizado na tentativa de encontrar alternativas para o influenciador. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as embaixadas brasileiras nos países onde existem ensaios clínicos relacionados à DCJ foram acionadas para solicitar a inclusão de Lito nos estudos experimentais.

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