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O que é o linfoma não Hodgkin? Entenda o câncer que vitimou o cantor Netinho

Especialistas explicam que câncer linfático que atingiu o cantor acomete diversas faixas etárias, mas a incidência aumenta com a idade

Emanuele Almeida

Por Emanuele Almeida

13/10/2026 | 14h44

Reprodução/Instagram @netinhooficialbrasileiro

As formas mais frequentes do câncer de Netinho têm comportamento clínico agressivo, multiplicando-se em questão de semanas - Reprodução/Instagram @netinhooficialbrasileiro
As formas mais frequentes do câncer de Netinho têm comportamento clínico agressivo, multiplicando-se em questão de semanas
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O cantor Netinho faleceu aos 60 anos após um ano de luta contra um câncer linfático. O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin que evoluiu para falência renal e disfunção de múltiplos órgãos.

O linfoma não Hodgkin é um grupo heterogêneo de cânceres que afeta os linfócitos e pode ser agressivo, exigindo tratamento rápido. Embora algumas variantes sejam incuráveis, outras apresentam altas taxas de cura dependendo do subtipo.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Aos 60 anos, o cantor Netinho morreu nesta terça-feira, 13, depois de enfrentar por mais de um ano um câncer linfático. A notícia foi dada por nota publicada nas redes sociais do artista. 

Diagnosticado em março de 2025 no Hospital Aliança Star após internação decorrente de fortes dores nas pernas, a voz de sucessos atemporais como "Milla" e "Beijo na Boca" enfrentava um linfoma não Hodgkin de células B, que recentemente evoluiu para um quadro irreversível de falência renal e disfunção de múltiplos órgãos.

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O que é cancer linfático?

Conforme explica o hematologista e diretor Científico da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH)  Carlos Chiattone, o linfoma é um câncer com origem nas células do sistema linfático e divide-se em duas categorias centrais: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin. 

  • Linfoma de Hodgkin: é menos frequente, tende a se espalhar pelos gânglios linfáticos de maneira ordenada e registra altos índices de cura;
  • Linfomas não Hodgkin: representam um grupo heterogêneo formado por dezenas de subtipos, alguns incuráveis, outros com alta taxa de cura, dependendo do subtipo específico.

Segundo o especialista, as formas mais frequentes têm comportamento clínico agressivo, multiplicando-se em questão de semanas e exigindo intervenção rápida. Sobre os sintomas, ele elenca os seguintes:

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  • Caroços (gânglios linfáticos);
  • Ínguas no pescoço, axilas ou vririlha que não doem. 

"Alguns pacientes conseguem conviver por muitos anos com a doença controlada, enquanto outros precisam de tratamento imediato. Como o sistema linfático está distribuído pelo corpo, o câncer pode atingir diferentes órgãos. Por isso, identificar exatamente o subtipo e a extensão da doença é fundamental para compreender os riscos e definir o tratamento mais adequado”, explica.

A oncologista Roberta Galvão pontua que, no caso de Netinho, a recidiva foi um aspecto de atenção para o tratamento - esse termo é usado quando o câncer volta a ser identificado após uma resposta à terapia clínica. Porém, ela destaca que esse retorno não significa que não há mais alternativas.

“Uma recidiva não significa necessariamente que o paciente não tenha mais possibilidades de tratamento. Hoje contamos com quimioterapia, imunoterapia e terapias direcionadas, além de outras abordagens indicadas para situações específicas. O grande desafio é compreender como a doença está se comportando naquele momento e avaliar as condições clínicas do paciente para escolher a melhor estratégia”, acrescenta Roberta Galvão.

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Quem é mais atingido?

Quanto ao perfil etário dos pacientes, o médico aponta que o tipo Hodgkin incide principalmente em jovens de 15 a 35 anos, voltando a aumentar após os 55 anos. Já ao analisar o linfoma não Hodgkin, o especialista fez uma definição direta: "Eu costumo dizer que são cânceres democráticos, porque eles atingem, na realidade, todas as faixas etárias, homens e mulheres".

Chiattone complementa, contudo, que a incidência se torna progressivamente maior com o avançar da idade, concentrando a maioria dos diagnósticos em pessoas acima dos 60 anos, ainda que possa se manifestar inclusive na infância.

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