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OMS inicia rastreamento de passsageiros de voo após morte por hantavírus

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Hantavírus é transmitido principalmente por urina, fezes e saliva de ratos infectados - Adobe Stock
Hantavírus é transmitido principalmente por urina, fezes e saliva de ratos infectados
Por Broadcast

06/05/2026 | 15h22

São Paulo - A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que iniciou o rastreamento de contatos dos passageiros do voo 4Z132, de Santa Helena para Joanesburgo, após a morte de uma mulher holandesa - que estava no voo - por hantavírus.

"Uma mulher adulta, que teve contato próximo com o caso 1, desembarcou em Santa Helena em 24 de abril de 2026 com sintomas gastrointestinais. Seu quadro clínico piorou durante um voo para Joanesburgo, África do Sul, em 25 de abril. Ela faleceu ao chegar ao pronto-socorro em 26 de abril. Em 4 de maio, o caso foi confirmado como infecção por hantavírus", detalha a OMS.

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Paralelamente, três pacientes com suspeita de infecção por hantavírus foram retirados de um navio de cruzeiro para a Holanda hoje, informou a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU).

A embarcação, epicentro de um surto mortal, permanecia ancorada perto de Cabo Verde com quase 150 pessoas a bordo, aguardando para seguir rumo às Ilhas Canárias, na Espanha. Três pessoas morreram e um corpo permanece a bordo, disse a OMS.

Ao todo, oito casos foram registrados, sendo três deles confirmados por exames laboratoriais. Imagens da Associated Press mostraram profissionais de saúde com equipamentos de proteção individual se dirigindo ao navio para a evacuação.

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O hantavírus geralmente se espalha pela inalação de fezes de roedores contaminados e pode ser transmitido de pessoa para pessoa, embora a OMS classifique essa forma de transmissão como rara.

O rastreamento de contatos já havia começado em dois continentes, Europa e África, em busca de infecções entre as pessoas que deixaram o navio, que partiu da América do Sul há mais de um mês, com escalas na Antártica e em diversas ilhas remotas do Atlântico.

Dois funcionários argentinos que investigam a origem do surto disseram que a principal hipótese do governo é que um casal holandês contraiu o vírus na cidade de Ushuaia.

(Por Isabella Pugliese Vellani*)

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