Rio inicia oferta de Ozempic no SUS; veja critérios para receber o remédio
Freepik
São Paulo - A cidade do Rio de Janeiro se tornou pioneira no Brasil ao incorporar o medicamento Ozempic (semaglutida) em sua rede pública de saúde para o tratamento da obesidade. Neste primeiro momento, a distribuição em grande escala do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) funcionará exclusivamente na capital fluminense.
Leia também: 'Evolução para poucos', diz médica sobre medicamentos como Ozempic e Mounjaro
O marco inicial da ação ocorreu na inauguração do Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande, onde o prefeito Eduardo Paes aplicou a primeira dose da caneta emagrecedora em uma paciente.
Durante um evento anterior, Paes chegou a fazer um apelo direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pedindo que o governo adotasse a medida em nível nacional.
Por ora, no entanto, não há previsão ou anúncio de expansão da iniciativa para outras cidades ou estados pelo Sistema Único de Saúde.
Parceria
Para viabilizar a oferta gratuita do medicamento, a gestão municipal fez uma parceria com firmou um acordo de cooperação técnica com a Novo Nordisk, empresa farmacêutica fabricante do Ozempic, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) .
O principal foco desta parceria vai além do simples fornecimento do medicamento. O objetivo central é gerar evidências sólidas para embasar futuras políticas públicas, criando condições para que esse modelo de cuidado multidisciplinar e integral para pessoas com obesidade possa, no futuro, ser replicado em maior escala no SUS de maneira equitativa e sustentável.
Tem como conseguir Ozempic de graça?
As autoridades municipais deixaram claro que a distribuição do remédio não tem finalidade estética. O próprio prefeito Eduardo Paes, alertou que a medicação não deve ser usada indiscriminadamente e exige um rigoroso acompanhamento médico.
Leia também: Anvisa vai avaliar registros de versões brasileiras do Ozempic
A distribuição começa de forma controlada, focada nos pacientes que correm maior risco de adoecimento grave. Apenas 320 pessoas foram selecionadas nesta fase inicial, com a meta de ampliar o atendimento para 10 mil pacientes nos próximos três meses.
Para ter acesso à semaglutida pelo município, o paciente precisa atender a critérios rigorosos estabelecidos pelo Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo (CEOM):
- Ter um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40;
- Apresentar comorbidades associadas, como diabetes ou alto risco cardiovascular;
- Possuir registro na clínica da família e comprovar um acompanhamento prévio de, no mínimo, seis meses na Atenção Primária, com foco em reeducação alimentar e exercícios físicos;
- Participar, presencial ou virtualmente, do programa Academia Carioca.
A medicação, que é contraindicada para gestantes, lactantes e pessoas com câncer, é administrada nas próprias unidades de saúde e pode ser suspensa caso o paciente falte às consultas periódicas ou não siga as orientações da equipe multidisciplinar.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
