São Paulo descarta segundo caso suspeito de Ebola em menos de um mês
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São Paulo - O governo do Estado de São Paulo descartou, na última sexta-feira, 12, o segundo caso suspeito de Ebola registrado na capital paulista neste ano. A paciente, uma mulher brasileira de 31 anos, apresentava quadro de febre e diarreia após retornar recentemente de uma viagem à República Democrática do Congo (RDC).
A paciente foi internada inicialmente na quarta-feira, 10 e, seguindo os protocolos de segurança, foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. O diagnóstico final confirmou que ela sofre de gastroenterocolite aguda, e seu estado de saúde apresenta evolução clínica favorável.
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O descarte oficial da suspeita dependeu de análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz. De acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o protocolo exige a coleta de duas amostras:
- A primeira análise, se realizada antes de 72 horas do início dos sintomas, não é suficiente para afastar a infecção;
- Uma segunda coleta deve ser feita após esse período para garantir o critério laboratorial de descarte. Ambos os exames da paciente resultaram negativos para o vírus Ebola.
Histórico
Este caso foi a segunda notificação de suspeita da doença em São Paulo em um curto intervalo de tempo. O primeiro caso, referente a um homem de 37 anos que também viajou para o Congo, foi descartado no dia 1º de junho.
Apesar de as autoridades de saúde enfatizarem que o risco de introdução da doença no Brasil permanece muito baixo, a vigilância foi intensificada. O Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP) iniciou as investigações rapidamente devido ao cumprimento dos critérios clínicos (sintomas) e epidemiológicos (viagem a áreas de transmissão ativa).
Recentemente, mais de 1,1 mil profissionais de saúde passaram por treinamentos específicos para lidar com possíveis casos da doença.
Cenário no Congo
O alerta em São Paulo ocorre enquanto a República Democrática do Congo enfrenta um surto significativo de Ebola. Até o momento, o país já registrou mais de 689 casos confirmados e 139 mortes.
A maioria das notificações recentes concentra-se na província de Ituri. O vírus é transmitido pelo contato direto com sangue ou fluidos corporais de pessoas infectadas após o início dos sintomas, não havendo transmissão por via respiratória ou durante o período de incubação.
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