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SP, RJ e Sul enfrentam chuva e ventania de até 100 km/h; veja previsão

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Defesa Civil decreta alerta vermelho em 9 regiões de SP, Rio suspende aulas e Sul tem risco de temporais, granizo e queda de energia - Adobe Stock
Defesa Civil decreta alerta vermelho em 9 regiões de SP, Rio suspende aulas e Sul tem risco de temporais, granizo e queda de energia
Por Alexandre Barreto e Estadão Conteúdo

07/08/2026 | 10h40

São Paulo - A Defesa Civil de São Paulo informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê ventos de até 100 km/h no Estado nesta sexta-feira, 7, acompanhados de chuvas moderadas.

Já o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para vendaval para áreas de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. "Vento variando entre 60 km/h e 100 km/h. Risco de queda de árvores, destelhamento de casas e danos gerais em edificações e plantações", acrescenta o instituto.

Em áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo também tem aviso amarelo para vendaval durante toda esta sexta-feira. Os ventos podem atingir até 60 quilômetros por hora.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que, na capital, as rajadas de vento podem chegar a 80 km/h. No litoral paulista, na Serra do Mar e no Vale do Paraíba, a previsão é de ventos entre 90km/h e 110 km/h.

Medidas preventivas

Em razão do fenômeno, municípios adotaram medidas preventivas. Em cidades do litoral de SP e também no Rio de Janeiro, as aulas da rede municipal foram suspensas; tornado atingiu o RS na quinta-feira, 6

Com o alerta, a Enel acionou o plano de contingência para eventos climáticos, reforçando as equipes operacionais e os canais de atendimento ao cliente para eventuais ocorrências que possam afetar o fornecimento de energia.

A Capitania dos Portos fechou o canal do Porto de Santos para navegação. As travessias de balsas entre Santos e Guarujá e de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho foram paralisadas às 6h45 desta sexta. Também foi fechada a travessia entre Guarujá e Bertioga.

De acordo com a capitania, os ventos atingiram 55 km/h e o Porto de Santos entrou na condição de "impraticabilidade." As travessias entre Santos e Guarujá e entre Santos e Vicente de Carvalho foram retomadas por volta das 7h25.

O que é o ciclone-bomba?

A ventania é consequência da chegada de um ciclone extratropical à região Sul do País, na quinta-feira, 6. De acordo com a Defesa Civil, nove das 16 regiões administrativas do Estado estão em alerta vermelho, de risco muito alto:

  • Marília;
  • Bauru;
  • Itapeva;
  • Registro;
  • Sorocaba;
  • Campinas;
  • Santos;
  • Vale do Paraíba e litoral norte;
  • Região metropolitana.

As outras sete regiões estão em alerta laranja, de risco alto. "O ciclone vai atingir principalmente o Rio Grande do Sul, onde há condição para eventos extremos. Em São Paulo, o evento chega com uma frente fria", afirmou o meteorologista do órgão, William Minhoto.

O ciclone é chamado de "bomba" pela característica de ganhar intensidade muito rapidamente, devido à queda acentuada da pressão atmosférica.

Segundo Minhoto, a Baixada Santista está entre as regiões de maior risco porque a Serra do Mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade da ventania.

"Um ciclone normalmente se mantém durante dois ou três dias na mesma pressão. Esse sistema, porém, teve uma queda acentuada de pressão atmosférica em menos de 24 horas, o que significa que ele terá intensidade mais alta que um ciclone normal", disse o meteorologista.

Gabinete de Crise

O Governo de São Paulo mobilizou desde quinta-feira o Gabinete de Crise para acompanhar a passagem da frente fria. O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, água e gás, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências.

Entre a tarde e a noite de quinta-feira, a Defesa Civil já havia emitido alertas severos para chuvas e rajadas de vento para dez regiões diferentes do Estado.

Clima no Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro permanece em Estágio 2 de alerta na manhã desta sexta-feira, 7, devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. Às 5h05, a Defesa Civil emitiu um alerta para a população recomendando que os deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade.

Segundo o Centro de Operações Rio (COR), a estação meteorológica do Vidigal registrou rajadas de 43,1 km/h às 2h20, 54,6 km/h às 2h45, 48,9 km/h às 2h50 e 51,8 km/h às 3h15.

A previsão indica que as rajadas podem superar 90 km/h em diferentes regiões da cidade ao longo do dia, elevando o risco de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.

Como medida preventiva, as aulas da rede pública municipal foram suspensas nesta sexta-feira. As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade durante as rajadas de vento, além de acompanhar as atualizações pelos canais oficiais do Centro de Operações Rio e da Defesa Civil.

Clima na região Sul

Após os temporais que atingiram o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, 6, com registro de tornado, granizo, destelhamentos, queda de árvores e falta de energia em diversas cidades, o ciclone extratropical continua influenciando o tempo nesta sexta-feira, 7. O sistema mantém o risco de chuva forte, rajadas de vento e tempestades nos três Estados da Região Sul.

No Rio Grande do Sul, a previsão da Climatempo é de chuva mais intensa entre a madrugada e a manhã, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, incluindo a Grande Porto Alegre. Ao longo do dia, as áreas de instabilidade devem perder força e se afastar gradualmente do Estado.

Em Santa Catarina, a chuva também deve se concentrar entre a madrugada e o período da manhã, com possibilidade de temporais acompanhados de ventos fortes, raios e queda de granizo. A tendência é de melhora do tempo durante a tarde.

Já no Paraná, a instabilidade deve persistir ao longo de praticamente toda a sexta-feira. A previsão indica pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, com risco de rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h, descargas elétricas, granizo e, de forma localizada, ocorrência de tornados e microexplosões.

Além da chuva, a passagem do ciclone deixa o mar agitado na costa da Região Sul, com ondas elevadas ao longo desta sexta-feira. No litoral do Sudeste, a ressaca deve ganhar força entre sábado e domingo, impulsionada pela atuação do sistema e pela chegada de uma intensa massa de ar frio.

O que fazer antes, durante e depois da ventania?

A Defesa Civil divulgou orientações para evitar acidentes antes, durante e depois da ventania.

Antes da ventania:

  • Objetos soltos em quintais, varandas e sacadas, como vasos, cadeiras e brinquedos, devem ser recolhidos ou fixados para evitar que sejam arremessados pelo vento e atinjam alguém;
  • O telhado é um dos pontos mais vulneráveis aos efeitos das rajadas e, por isso, requer manutenção preventiva. Telhas de concreto, metal ou PVC devem estar fixadas corretamente à estrutura;
  • Sinais como telhas quebradas, infiltrações recorrentes, manchas de umidade, estalos durante ventos fortes e rachaduras no forro podem indicar comprometimento da cobertura e exigem avaliação técnica.

Durante a ventania:

  • Evite se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda de galhos e troncos;
  • Fique atento a placas, letreiros, toldos e objetos soltos que podem se desprender;
  • Não se aproxime de fios elétricos rompidos ou caídos, pois há risco de choque elétrico;
  • Em construções ou áreas abertas, redobre a atenção com andaimes, tapumes e estruturas provisórias;
  • Se estiver dirigindo, mantenha distância segura de outros veículos e reduza a velocidade;
  • Atividades em andaimes, telhados ou outras estruturas elevadas devem ser interrompidas enquanto persistirem as condições adversas;
  • Busque abrigo em construções de alvenaria e permaneça longe de janelas de vidro, coberturas metálicas e áreas abertas;
  • Nas rodovias, reduza a velocidade e redobre a atenção devido à possibilidade de baixa visibilidade e queda de galhos.

Após a ventania:

  • Não subir em telhados para realizar reparos enquanto houver risco de novas rajadas ou sem equipamentos adequados de segurança;
  • Caso haja cabos elétricos rompidos, a instrução é manter distância e acionar imediatamente a concessionária de energia ou o Corpo de Bombeiros, no 193;
  • Se o imóvel apresentar rachaduras estruturais, inclinação de paredes ou risco de desabamento, os moradores devem deixar o local e comunicar a Defesa Civil.

Orientações em relação à rede elétrica:

  • Não se aproximar de cabos partidos;
  • Não tocar em objetos metálicos como semáforos, postes de iluminação pública, pontos de ônibus, portões e grades, especialmente em áreas alagadas;
  • Retirar os equipamentos da tomada e manter fora do alcance da água;
  • Buscar abrigo em locais seguros e afastados de estruturas suscetíveis a danos, como postes, árvores e fiações elétricas;
  • Evitar permanecer em áreas arborizadas durante a tempestade, pois há risco de queda de árvores.

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