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SP investiga segundo caso suspeito de ebola em brasileira vinda do Congo

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Não existe um medicamento específico capaz de neutralizar o ebola; o tratamento é baseado em suporte clínico - Envato
Não existe um medicamento específico capaz de neutralizar o ebola; o tratamento é baseado em suporte clínico
Por Emanuele Almeida

10/06/2026 | 15h39

São Paulo - A cidade de São Paulo intensificou seus protocolos de segurança em saúde após a notificação de um novo caso suspeito de Doença pelo Vírus Ebola (DVE) nesta quarta-feira (10).

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo analisa o caso de uma brasileira de 31 anos, que retornou recentemente de uma viagem a trabalho na República Democrática do Congo. Ela está sob observação rigorosa no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional para casos de alta complexidade.

A paciente desembarcou no Brasil no dia 6 de junho e começou a manifestar sintomas como febre e diarreia três dias depois. Embora o teste rápido para malária tenha apresentado resultado negativo, amostras biológicas foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz para confirmar ou descartar a presença do vírus ebola. Até o momento, a paciente permanece estável e isolada, seguindo todas as normas de biossegurança.

Este é o segundo alerta recente no Estado; no início de junho, uma suspeita envolvendo um homem vindo do Congo foi descartada após exames diagnosticarem meningite bacteriana.

Sintomas e gravidade

A Doença pelo Vírus Ebola é uma zoonose com altas taxas de mortalidade, que podem chegar a 90% em determinados surtos. O período de incubação — tempo entre o contágio e o aparecimento dos sinais — varia de 2 a 21 dias.

Os principais sintomas incluem:

  • Febre súbita e dor de cabeça intensa;
  • Fraqueza extrema e dores musculares;
  • Distúrbios gastrointestinais, como vômitos e diarreia;
  • Manifestações hemorrágicas internas e externas em casos mais graves.

É fundamental saber que o vírus não é transmitido por via respiratória. O contágio só ocorre através do contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, e apenas após o início dos sintomas.

Cuidados e prevenção

Atualmente, não existe um medicamento específico capaz de neutralizar o vírus; o tratamento é baseado em suporte clínico, focado na hidratação e estabilização do paciente para aumentar as chances de sobrevivência.

Para evitar a propagação, as autoridades recomendam:

  • Higiene rigorosa: lavar as mãos com frequência e usar álcool em gel;
  • Evitar contato: não tocar em fluidos corporais ou objetos contaminados de pessoas suspeitas;
  • Proteção em áreas de risco: utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) se estiver em ambientes de assistência à saúde.

Apesar da investigação em curso, a Secretaria de Saúde de São Paulo reitera que o risco de uma epidemia no Brasil permanece muito baixo. A pasta afirma que o Estado já capacitou mais de 1.100 profissionais de saúde nos últimos dias para garantir uma resposta rápida e segura diante de qualquer eventualidade.

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