SP investiga segundo caso suspeito de ebola em brasileira vinda do Congo
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São Paulo - A cidade de São Paulo intensificou seus protocolos de segurança em saúde após a notificação de um novo caso suspeito de Doença pelo Vírus Ebola (DVE) nesta quarta-feira (10).
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo analisa o caso de uma brasileira de 31 anos, que retornou recentemente de uma viagem a trabalho na República Democrática do Congo. Ela está sob observação rigorosa no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional para casos de alta complexidade.
A paciente desembarcou no Brasil no dia 6 de junho e começou a manifestar sintomas como febre e diarreia três dias depois. Embora o teste rápido para malária tenha apresentado resultado negativo, amostras biológicas foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz para confirmar ou descartar a presença do vírus ebola. Até o momento, a paciente permanece estável e isolada, seguindo todas as normas de biossegurança.
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Este é o segundo alerta recente no Estado; no início de junho, uma suspeita envolvendo um homem vindo do Congo foi descartada após exames diagnosticarem meningite bacteriana.
Sintomas e gravidade
A Doença pelo Vírus Ebola é uma zoonose com altas taxas de mortalidade, que podem chegar a 90% em determinados surtos. O período de incubação — tempo entre o contágio e o aparecimento dos sinais — varia de 2 a 21 dias.
Os principais sintomas incluem:
- Febre súbita e dor de cabeça intensa;
- Fraqueza extrema e dores musculares;
- Distúrbios gastrointestinais, como vômitos e diarreia;
- Manifestações hemorrágicas internas e externas em casos mais graves.
É fundamental saber que o vírus não é transmitido por via respiratória. O contágio só ocorre através do contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, e apenas após o início dos sintomas.
Cuidados e prevenção
Atualmente, não existe um medicamento específico capaz de neutralizar o vírus; o tratamento é baseado em suporte clínico, focado na hidratação e estabilização do paciente para aumentar as chances de sobrevivência.
Para evitar a propagação, as autoridades recomendam:
- Higiene rigorosa: lavar as mãos com frequência e usar álcool em gel;
- Evitar contato: não tocar em fluidos corporais ou objetos contaminados de pessoas suspeitas;
- Proteção em áreas de risco: utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) se estiver em ambientes de assistência à saúde.
Apesar da investigação em curso, a Secretaria de Saúde de São Paulo reitera que o risco de uma epidemia no Brasil permanece muito baixo. A pasta afirma que o Estado já capacitou mais de 1.100 profissionais de saúde nos últimos dias para garantir uma resposta rápida e segura diante de qualquer eventualidade.
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