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Novo vírus bancário é disseminado como arquivo .zip pelo WhatsApp

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O malware "Acronis" se passa por um arquivo comum, se dissemina pelos contatos da vítima e rouba seus dados bancários - Envato
O malware "Acronis" se passa por um arquivo comum, se dissemina pelos contatos da vítima e rouba seus dados bancários
Por Felipe Cavalheiro

13/01/2026 | 12h46 ● Atualizado | 16h22

São Paulo, 13/01/2026 - A equipe da Unidade de Pesquisa da Acronis (TRU), especializada em cibersegurança, identificou uma nova onda de ataques do vírus bancário Astaroth. Pela primeira vez, ele passa a explorar o WhatsApp como canal de disseminação, utilizando mensagens automáticas enviadas diretamente aos contatos da vítima para ampliar a infecção.

Conhecido por atingir principalmente usuários brasileiros, o malware mantém o foco no País, aproveitando conhecimento sobre os comportamentos dos alvos online. 

Como é feito o ataque

Segundo a análise da Acronis, a cadeia de infecção começa quando a vítima recebe uma mensagem no WhatsApp contendo um arquivo ZIP malicioso. Ao extrair o conteúdo, um programa disfarçado como arquivo legítimo é executado, o que dá início ao comprometimento do sistema. 

Uma vez ativo, o vírus se divide em duas frentes simultâneas. Um módulo de propagação coleta automaticamente a lista de contatos do WhatsApp da vítima e envia o mesmo arquivo malicioso a cada um deles, criando um ciclo contínuo de disseminação. Já um  módulo bancário atua de forma silenciosa. Ele monitora a navegação do usuário e ativa as funções de roubo de credenciais assim que identifica acessos a sites bancários ou financeiros.

Mensagens enganosas

A campanha se destaca ainda pelo alto nível de engenharia social. As mensagens enviadas pelo malware utilizam uma linguagem casual e familiar, como “Aqui está o arquivo solicitado. Qualquer dúvida, fico à disposição!”, o que aumenta a chance de que os destinatários confiem no conteúdo. Além disso, o código identifica automaticamente o horário local para escolher a saudação adequada, “Bom dia”, “Boa tarde” ou “Boa noite”, tornando a comunicação ainda mais convincente.

Leia também: Conheça a engenharia social: crime digital não é técnica, é lábia

Outro aspecto relevante é a capacidade do vírus de monitorar seu próprio desempenho. O módulo de propagação registra métricas em tempo real, como número de mensagens enviadas com sucesso, falhas e taxa de envio, sendo capaz de se adaptar e melhorar automaticamente. 

Para evitar se expor a vírus como estes, existem algumas recomendações: 

  • Sempre confirme com a outra pessoa se o arquivo foi de fato enviado por ela. 
  • Verifique todos os arquivos instalados após uma extração .ZIP. 
  • Tenha cuidado redobrado com arquivos comprimidos ou executáveis (com o final .ZIP ou .EXE).
Estagiário sob supervisão de Alessandra Taraborelli

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