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Saiba como criminosos aproveitam QR Codes para aplicar golpes em usuários

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O QR Code funciona como um atalho instantâneo para sites, pagamentos e conteúdos digitais, bastando apontar a câmera do celular - Adobe Stock
O QR Code funciona como um atalho instantâneo para sites, pagamentos e conteúdos digitais, bastando apontar a câmera do celular
Por Emanuele Almeida

08/05/2026 | 16h23

São Paulo - Os códigos QR já estão totalmente integrados à nossa rotina, oferecendo grande praticidade para realizar pagamentos digitais, acessar serviços e rastrear encomendas. No entanto, essa facilidade também abriu novas portas para a atuação de criminosos:a tecnologia está sendo explorada em diferentes frentes, desde o ambiente digital até o lixo da sua casa.

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'Golpe da embalagem'

Um risco frequentemente ignorado pelos consumidores ocorre no momento de jogar fora as caixas de compras feitas pela internet.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo alertou no início do ano para o "golpe da embalagem", que acontece quando os rótulos não são removidos antes do descarte.

Ao encontrar uma caixa no lixo, golpistas escaneiam o QR Code ou o código de barras impresso na etiqueta para acessar os dados da nota fiscal do comprador. Com um simples escaneamento, eles conseguem obter informações valiosas como nome completo, CPF, telefone e endereço.

Esses dados permitem que os criminosos se passem pela vítima para aplicar golpes. Dessa, forma com as informações em mãos, os suspeitos conseguem realizar compras em nome da vítima, abrir linhas telefônicos e até mesmo abrir contas bancárias, solicitar cartões de crédito e fazer empréstimos, entre outros.

Outro alerta grave para o momento das entregas é jamais permitir que um suposto entregador tire fotos do seu rosto, pois a imagem pode ser utilizada para burlar sistemas de reconhecimento facial e invadir contas bancárias.

Armadilhas digitais 

Além das etiquetas impressas nas caixas, os próprios códigos QR utilizados no dia a dia podem ser armadilhas.

O grande perigo dessa tecnologia é que, diferentemente de um link tradicional de internet, não é possível visualizar o endereço da página de destino antes do acesso.

Diretor de inteligência artificial e inovação na Norton, Iskander Sanchez-Rola explica que os códigos são facilmente manipuláveis e que os usuários acabam sendo redirecionados para sites maliciosos sem perceber.

Ele aponta que criminosos substituem códigos QR legítimos em espaços públicos, criam promoções falsas, forjam solicitações de pagamento e enviam e-mails urgentes pedindo a "verificação" de contas. O objetivo final é sempre roubar dados pessoais ou induzir o usuário a realizar pagamentos fraudulentos.

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Como se proteger das ameaças

Para evitar dores de cabeça e proteger suas finanças e dados pessoais, o especialista recomenda adotar as seguintes práticas:

  • Destrua as etiquetas: sempre remova e inutilize os códigos QR e códigos de barras das embalagens de compras online antes de descartá-las no lixo;
  • Cuidado com códigos públicos: evite escanear códigos QR de origens desconhecidas ou afixados em locais públicos, principalmente se envolverem promoções ou pedidos de pagamento;
  • Não ceda à pressão: desconfie de mensagens que exijam ações imediatas e confirme qualquer cobrança diretamente nos canais oficiais das empresas.
  • Analise o site de destino: se escanear um código, verifique se a página para a qual foi direcionado possui inconsistências ou pede dados sensíveis. Em caso de dúvida, feche o site imediatamente.

Se você suspeitar que seus dados foram utilizados indevidamente, o primeiro passo é consultar o site da Serasa para checar se existem boletos desconhecidos ou até mesmo empresas abertas em seu nome.

Caso identifique qualquer irregularidade, é fundamental registrar um boletim de ocorrência (B.O.) em uma delegacia física ou eletrônica. O registro oficial é essencial para que a Polícia Civil possa investigar o caso e conter a ação dos criminosos.

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