Carnaval não é só folia; para muitos é sinônimo de trabalho
Envato
São Paulo, 12/02/2026 - Falar em Carnaval é remeter à folia ou descanso. Mas a maior festa popular do Brasil também é sinônimo de trabalho para muitos. Pode ser recebendo turistas em hotéis, bares e restaurantes, atuando no trabalho informal, como ambulante, confeccionando fantasias e alegorias para as escolas de samba ou para os foliões nas ruas; trabalhando na segurança pública, na limpeza urbana e em muitas outras funções.
“Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), o Carnaval gera cerca de 50 mil empregos na cidade, entre postos temporários e trabalhadores que atuam ao longo do ano nessa cadeia”, destaca a professora Joana Contino, do programa de Pós-Graduação em Economia Criativa, Estratégia e Inovação da ESPM.
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Mas não é só: a festa também impulsiona o empreendedorismo. “De janeiro até o início de fevereiro de 2025, foram criados, no Estado do Rio de Janeiro, mais de 2,1 mil empreendimentos relacionados ao Carnaval, conforme dados divulgados pelo governo do Estado”, acrescenta Cotino.
Esse cenário se repete em diversas cidades brasileiras, como Salvador, Recife e Olinda, Belo Horizonte, Ouro Preto, Manaus e São Paulo, entre tantas outras. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que o Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 18,6 bilhões em todo o País, com crescimento de 10% em relação ao ano anterior.
A professora considera o Carnaval um fenômeno potente que expõe a força da economia criativa brasileira, transformando cultura e identidade em motor econômico e social. “Valorizar o Carnaval é, portanto, defender o trabalho, a cultura e a criatividade como dimensões centrais do desenvolvimento. Porque, sem economia criativa, não há festa”, afirma Cotino.
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