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Fraude no INSS começou em governo que não detectava corrupção, diz CGU

Kenzo Suzuki ASCOM/CGU

Para ministro da CGU, governo não politiza o tema da corrupção - Kenzo Suzuki ASCOM/CGU
Para ministro da CGU, governo não politiza o tema da corrupção
Por Broadcast

12/02/2026 | 09h30 ● Atualizado | 17h53

Brasília, 12/02/2026 - O ministro da Controladoria Geral da União, Vinicius de Carvalho, afirmou nesta quinta-feira que os casos das fraudes do banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram em governos que não detectavam corrupção. Ele fez a declaração durante o programa "Bom dia, ministro", da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Carvalho fez uma comparação do combate à corrupção a uma cidade que tem ou não um aparelho de ressonância magnética. Ou seja, uma cidade que tem esse equipamento, combate o câncer e tem índice de pessoas com a doença. Quem não tem, não investiga e afirma não haver doentes.

Leia também: Brasil repete pior posição no Índice de Percepção da Corrupção

"O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o governo em que tem ressonância magnética, é o governo em que as pessoas podem ter certeza que a CGU faz o seu trabalho, a Polícia Federal faz o seu trabalho, a Receita Federal faz o seu trabalho e todos os órgãos responsáveis por controle, fiscalização e investigação fazem o seu trabalho", disse.

Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não politiza o tema da corrupção. Para ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) citava muito o tema, mas não fazia nada sobre.

"É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula, não politiza e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia como a gente tinha no Brasil e não fazia nada, não enfrentava o tema na verdade", completou.

O ministro citou aspectos de uma pesquisa da OCDE em que os brasileiros têm mais confiança no setor público e no combate à corrupção. Ele criticou, porém, índices que contabilizam apenas a percepção de corrupção, que teria crescido em outra pesquisa.

Uma percepção pior da população sobre corrupção está detectando que, na verdade, isso está acontecendo por conta desses casos que estão sendo descobertos."

"O índice tem que ser discutido, tem que ser debatido, porque o índice pode premiar a cidade que não tem ressonância magnética e qual é o sentido disso, qual é a utilidade disso", disse.

(Por Mateus Maia)

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