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Choque geracional não é para tanto; pesquisa vê poucas diferenças de valores

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Prestígio hierárquico e o status aparecem como os fatores menos relevantes para todas faixas etárias, diz estudo - Envato
Prestígio hierárquico e o status aparecem como os fatores menos relevantes para todas faixas etárias, diz estudo
Por Claudio Marques

11/03/2026 | 08h36

São Paulo - As diferenças geracionais nas empresas são menores do que se pode imaginar. De acordo com o estudo intitulado “Diversidade Geracional e Valores no Trabalho”, realizado pela consultoria de recursos humanos Rhopen, a busca por segurança e estabilidade financeira, o chamado valor instrumental, é unânime. 

Salário e benefícios continuam no topo da lista de desejos, com uma única exceção notável: os Baby Boomers. Para os profissionais mais experientes, o foco migrou para o valor cognitivo, que privilegia a autonomia, a realização intelectual e os novos desafios.

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Na outra ponta, o prestígio hierárquico e o status de poder aparecem como os fatores menos relevantes para todas as faixas etárias, sinalizando o declínio do modelo de gestão focado apenas em títulos e cargos.

“O que os dados mostram é que as pessoas, independentemente da geração, buscam hoje ambientes mais seguros, sustentáveis e que ofereçam perspectivas reais de desenvolvimento, afirma a diretora de P&D e RH do Grupo Rhopen, Kátia Vasconcelos.

Isso muda a lógica tradicional de gestão de pessoas, que historicamente valorizou mais hierarquia e status do que bem-estar, propósito e estabilidade”.

Segundo ela, o que muitas vezes é interpretado como um "choque geracional" é, na verdade, apenas o reflexo de diferentes momentos de vida e contextos históricos, e não necessariamente uma divergência de princípios éticos ou profissionais.

Troca de conhecimentos para a inovação

De acordo com a pesquisa, essa convergência de valores abre caminho para que a diversidade etária seja encarada como um ativo estratégico e não como um problema de convivência, já que a colaboração entre jovens nativos digitais e profissionais veteranos é o motor para a inovação e para a resolução de problemas complexos. 

Ao promover a troca mútua de conhecimentos, as empresas conseguem construir soluções mais criativas e robustas, avalia o estudo.

A partir desse cenário, o relatório aponta que a tendência para 2026 é a consolidação de modelos de gestão que respeitem as trajetórias individuais, mas que se apoiem em valores universais como o respeito e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Assim, a maneira para atrair e reter talentos passa por menos estereótipos e mais escuta ativa.

A pesquisa foi feita com 910 respondentes da região Sudeste e da  Bahia, por meio de formulário, aplicado pela plataforma Survey Monkey, e disseminada pela rede social WhatsApp e em eventos da área de RH. 

Os respondentes são todos do setor privado, sendo 64% de Serviços; 22% Indústria e 14% do Comércio.

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