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Paixão que pesa no bolso: um quinto do País toparia se endividar pelo hexa

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Grande parte dos brasileiros não se importariam em se endividar para ver o Brasil hexa - Envato
Grande parte dos brasileiros não se importariam em se endividar para ver o Brasil hexa
Por Fabiana Holtz

10/06/2026 | 15h42

São Paulo – Um em cada cinco brasileiros toparia se endividar em nome do Hexa campeonato de futebol, segundo recente pesquisa da Creditas, em parceria com a Opinion Box. Entre os mais jovens, entre 18 e 24 anos, que nunca viram o Brasil campeão, essa disposição é ainda maior e bate 30%, acrescenta o estudo “Placar das Finanças: como o futebol mexe no bolso e na dívida dos brasileiros”.

Entre os já endividados, 37% afirmam que aceitariam ampliar o endividamento em troca da vitória na Copa do Mundo.

O torneio começa amanhã (11), com a disputa entre México e África do Sul, às 16h, no Estádio Azteca, na Cidade do México. O Brasil entra em campo pela primeira vez no sábado (13), contra o Marrocos, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos).

Sem planejamento

A pesquisa revela ainda que 74% dos entrevistados pretendem gastar dinheiro ao longo do torneio mundial. Desse universo, 80% diz que poderia fazer isso sem planejamento. Na avaliação de 49% momentos de socialização, como assistir aos jogos com amigos e familiares, justificam a despesa fora do orçamento. Ou seja, embora pressionado por dívidas, o brasileiro segue disposto a gastar. 

E mais: para 41% dos entrevistados é mais fácil terminar 2026 sem dívidas do que ver o Brasil conquistar o hexa. Outros 39% afirmam ser mais provável a Seleção ser campeã do mundo do que conseguir fechar o ano no azul.

A evolução da seleção ao longo da Copa também promete ter reflexos nas decisões financeiras do torcedores, considerando que 47% disseram ter disposição de gastar mais caso o Brasil avance na competição.  

Aposta em bets ou bolões

Outro dado preocupante no âmbito das finanças pessoais é que mais da metade dos brasileiros (56%) ouvidos pela pesquisa revelaram considerar participar de bolões ou bets durante o torneio. Entre os mais jovens (18 a 24 anos), essa disposição em jogar sobe para 69%.

Entre os endividados a adesão às apostas é ainda maior e chega a 79%. Entre os que não têm dívida esse índice foi de 48%. Mais um sinal de alerta dispara quando 31% dos que assumem interesse em apostar dizem ver o ato como uma forma de cobrir gastos do mês e 15% como possibilidade de renda extra para pagamento de dívidas.

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