CONFIRA

Estudo revela que carga de trabalho e estagnação elevam burnout no Brasil

Brasil empata com Estados Unidos e supera média global em levantamento sobre esgotamento profissional feito pela Robert Half

Claudio Marques

Por Claudio Marques

13/10/2026 | 19h12

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Segundo a pesquisa, 59% dos profissionais no Brasil avaliam seu nível de burnout entre 6 e 10 - Adobe Stock
Segundo a pesquisa, 59% dos profissionais no Brasil avaliam seu nível de burnout entre 6 e 10
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Uma pesquisa da consultoria Robert Half revela que 59% dos profissionais brasileiros relatam altos níveis de burnout, colocando o Brasil acima da média global de 48% e empatado com os Estados Unidos. O estudo destaca que o esgotamento está ligado a problemas estruturais no ambiente de trabalho, como aumento da carga de trabalho e falta de recursos.

Os principais fatores que contribuem para o burnout no Brasil incluem a sobrecarga de trabalho (52%), sensação de estagnação na carreira (43%) e aumento no tempo de deslocamento (37%). A pesquisa sugere que o problema é sistêmico e não pode ser resolvido apenas com iniciativas de bem-estar.

Para mitigar o burnout, a Robert Half recomenda que as empresas avaliem o dimensionamento das equipes, apoiem os colaboradores na definição de prioridades e mantenham diálogos sobre carga de trabalho e desenvolvimento de carreira. A consultoria também sugere considerar soluções de contratação para atender a demandas crescentes.

Resumo gerado por IA

São Paulo — Uma nova pesquisa realizada pela consultoria global de recrutamento Robert Half aponta que 59% dos profissionais no Brasil avaliam seu nível de burnout entre 6 e 10, em uma escala na qual 1 representa "sem burnout" e 10 significa "completamente esgotado". 

O resultado coloca o País acima da média dos nove mercados analisados pelo levantamento, que é de 48%, e em patamar idêntico ao dos Estados Unidos (59%), ficando atrás apenas do Canadá (62%).

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O estudo indica que o esgotamento profissional está associado a desafios estruturais no ambiente de trabalho, e não a períodos isolados de estresse. No Brasil, entre os trabalhadores que relatam burnout, a causa mais citada é o aumento da carga de trabalho decorrente de equipes com quadro reduzido.

Frente aos dados, a consultoria destaca que iniciativas focadas exclusivamente no bem-estar possuem impacto limitado quando problemas de carga de trabalho, estrutura organizacional e progressão de carreira não são solucionados.

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O burnout frequentemente está conectado à forma como o trabalho é estruturado. Quando equipes operam por longos períodos com recursos limitados, ao mesmo tempo em que os profissionais enfrentam demandas crescentes e pouca clareza sobre oportunidades de crescimento, o risco de burnout aumenta. As empresas precisam tratar as causas, não apenas os sintomas.
Maria Sartori, diretora na Robert Half.

Para enfrentar o problema e equilibrar as demandas do negócio com a capacidade dos colaboradores, a consultoria recomenda que as empresas avaliem regularmente o dimensionamento das equipes, apoiem os profissionais na definição de prioridades realistas, mantenham conversas frequentes sobre carga de trabalho e carreira, ofereçam suporte em mudanças organizacionais e considerem soluções de contratação permanente ou por projetos. 

Foco em produtividade e eficiência

“Em um cenário em que as organizações seguem focadas em produtividade e eficiência, garantir que as equipes tenham os recursos necessários para apoiar os objetivos do negócio é essencial para sustentar a performance de longo prazo”, acrescenta Sartori.

Com base nos resultados, a Robert Half recomenda aos líderes:

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  • Avaliar regularmente se o tamanho das equipes está alinhado às demandas do negócio
  • Apoiar os profissionais na definição de prioridades e expectativas realistas
  • Manter conversas recorrentes sobre carga de trabalho e desenvolvimento de carreira
  • Oferecer suporte adequado durante períodos de mudança organizacional
  • Considerar soluções de contratação permanente e por projetos para apoiar as equipes em períodos de maior demanda

A pesquisa da Robert Half foi conduzida online com profissionais empregados em nove países, totalizando 1.000 entrevistados no Brasil, 1.005 no Canadá, mais de 1.330 nos Estados Unidos e 1.000 distribuídos entre Reino Unido, Alemanha, França e Bélgica, além de 500 nos Países Baixos e 500 na Suíça. Os participantes avaliaram seu nível de esgotamento de 1 a 10, sendo classificadas com altos níveis de burnout as respostas entre 6 e 10.

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