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Faculdade após os 30: novo emprego e renda maior lideram motivações

Segundo levantamento da Vitru Educação, alunos buscam formação para abrir novas possibilidades profissionais e pretendem continuar estudando

Claudio Marques

Por Claudio Marques

08/10/2026 | 08h42 ● Atualizado | 08h42

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87% dos alunos da Uniasselvi voltam a estudar para aumentar a renda - Adobe Stock
87% dos alunos da Uniasselvi voltam a estudar para aumentar a renda
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A maioria dos alunos que inicia a graduação após os 30 anos busca aumentar a renda ou conquistar um novo emprego, com 87% dos estudantes da Uniasselvi e 84% da UniCesumar apontando essa motivação. Essa tendência reflete uma mudança no perfil dos estudantes, que frequentemente já estão inseridos no mercado de trabalho e enfrentam responsabilidades familiares.

Os dados revelam que 75% dos ingressantes estão empregados, e 55% possuem filhos, com a faixa etária de 30 a 44 anos sendo a mais representativa nas instituições. Além disso, a maioria dos alunos cursou o ensino médio em escolas públicas e muitos são a primeira geração da família a acessar o ensino superior.

Os levantamentos indicam que a educação é vista como um processo contínuo, com 68% dos alunos da Uniasselvi e 64% da UniCesumar planejando fazer pós-graduação. As pesquisas de 2026 entrevistaram mais de 2.200 alunos, abrangendo graduação, pós-graduação e cursos técnicos, evidenciando a busca por atualização profissional entre os estudantes.

Resumo gerado por IA

São Paulo - A perspectiva de aumentar a renda e conquistar um emprego ou cargo novo lidera as motivações de quem começa a graduação após os 30 anos. É o que revelam os levantamentos "Perfil do Ingressante 2026", realizados pelo grupo educacional Vitru Educação, controladora das instituições Uniasselvi e UniCesumar.

De acordo com o levantamento, 87% dos alunos da Uniasselvi afirmam que a motivação para estudar está em elevar a renda ou conquistar um novo emprego, seja por meio do reposicionamento  no mercado ou do crescimento na carreira. Na UniCesumar, 84% dos graduandos apontam a mesma motivação.

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Para o diretor executivo de Educação Continuada da Vitru Educação, Felipe Donato, o cenário mostra que a formação deve ser compreendida como uma jornada de aprendizado que acompanha as transformações da vida e do mercado e se torna menos linear.

Temos estudantes que chegam à graduação já inseridos no mercado de trabalho e com responsabilidades familiares, pessoas que buscam uma formação técnica para abrir novas possibilidades profissionais e profissionais experientes que retornam para se especializar
Felipe Donato, diretor executivo da Vitru Educação

"A educação passa a fazer parte de diferentes momentos da vida e da carreira", acrescenta. Nesse sentido, os levantamentos indicam também que o aprendizado continua após a obtenção do diploma. Entre os alunos da graduação, 68% da Uniasselvi e 64% da UniCesumar pretendem fazer pós-graduação no futuro. Entre quem já está na pós-graduação, entre 54% e 59% consideram cursar uma nova especialização.

87%dos alunos da Uniasselvi
buscam elevar renda ou
conquistar um novo emprego 
84%dos graduandos
da UniCesumar
buscam elevar a renda
82%dos graduandos
da Unicesumar buscam
um novo emprego

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Perfil dos alunos

Segundo os levantamentos divulgados pela Vitrus, na graduação, a maior parte dos alunos ingressa em um curso conciliando diferentes responsabilidades. Cerca de três em cada quatro ingressantes estão empregados — sendo 75% na Uniasselvi e 72% na UniCesumar —, e, entre os não empregados, mais de 70% estão procurando trabalho. 

Os dados mostram que 55% dos ingressantes nas duas unidades de ensino possuem filhos e aproximadamente 80% do total são responsáveis pelo pagamento da própria mensalidade.

A faixa etária entre 30 e 44 anos é a mais representativa nas duas instituições, respondendo por 46% na Uniasselvi e 45% na UniCesumar. Alunos acima de 45 anos são 26% e 32%, respectivamente. O grupo entre 17 a 29 anos soma 28% do total na primeira e 23% na segunda.

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O perfil aponta, ainda, que  75% e 76%, respectivamente, cursaram todo o ensino médio na rede pública e cerca de um terço representa a primeira geração da família a chegar ao ensino superior.  Ao mesmo tempo, mais da metade já teve alguma experiência prévia com a graduação.

Entre os estudantes de cursos técnicos, 71% trabalham atualmente, índice que é de 58% nos cursos profissionalizantes, nos quais a busca por atualização de conhecimentos também ganha relevância.

O público da pós-graduação demonstra mais experiência de mercado: mais de 80% trabalham e, desse grupo, cerca de 70% contam com mais de dez anos de atuação profissional. A atualização técnica é o principal motivo para fazer a especialização, apontada por 65% dos ingressantes da Uniasselvi e 62% da UniCesumar. 

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As pesquisas de 2026 ouviram 1.344 alunos de graduação, de um universo de 410.647, 500 de pós-graduação, de um total de 58.361, e 452 do total de 61.374 participantes de cursos técnicos e profissionalizantes.

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