USP abre vagas em curso gratuito sobre ciência 60+; saiba como se inscrever
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São Paulo - A equipe multidisciplinar iGEM-USP está com inscrições abertas para o projeto “A Melhor Idade para a Ciência”, um curso gratuito focado exclusivamente em pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa tem como objetivo principal aproximar a ciência do público de fora da universidade e combater a desinformação em temas vitais de saúde pública.
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Como se inscrever
Os interessados devem garantir sua vaga até o dia 31 de março por meio do site melhoridade.info (clique/toque aqui para acessar). Ao todo, são oferecidas 60 vagas. O processo é bastante inclusivo: não é exigido nenhum conhecimento prévio sobre o assunto, bastando que o participante saiba ler e escrever.
Os encontros acontecerão presencialmente nas manhãs das quartas-feiras, do dia 1º a 29 de abril de 2026, das 10h às 11h30. O local escolhido é o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), situado no campus Butantã, em São Paulo. Os alunos que participarem de pelo menos três aulas receberão um certificado digital de conclusão.
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O que será ensinado
Com uma didática focada em linguagem acessível e sem jargões, o curso vai ensinar conceitos fundamentais sobre vírus, bactérias, fungos e o funcionamento das vacinas. A estrutura das aulas foi montada a partir de dados de um formulário respondido previamente pelo público 60+, o que ajudou a direcionar os temas para as dúvidas reais dessa população.
Um dos grandes focos do projeto é ensinar os idosos a identificar informações confiáveis sobre saúde na TV, no rádio, na internet e no WhatsApp. Isso visa combater a chamada "infodemia" (excesso de informações falsas ou distorcidas) e os perigos da automedicação e do uso incorreto de antibióticos para tratar viroses, práticas que aceleram a resistência bacteriana.
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Cada aula aborda um tema independente; portanto, faltar em uma semana não compromete o acompanhamento do restante do curso, afirma a organização do curso.
Ciência mais inclusiva
Além do aprendizado teórico, o curso pretende levar os alunos para conhecerem o laboratório e proporcionar um espaço de convivência no ambiente universitário. O coordenador estratégico do time, Alexey Dodsworth, destaca que o projeto vai além do simbolismo e representa uma "correção de rota" no meio acadêmico. "A ciência se queixa tanto de não ser ouvida, mas ao mesmo tempo cria situações que excluem. É difícil de entender", afirma o coordenador.
O projeto é organizado pelo iGEM-USP, grupo formado por estudantes de graduação e pós-graduação que participam de um programa internacional criado pela instituição americana MIT. O histórico da equipe inclui uma medalha de ouro e o prêmio internacional de inclusão social conquistados na competição de 2025, em Paris.
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