Caso Vorcaro: Moraes editou contrato de R$ 131 mi e Coaf aponta repasse a filme
Divulgação/Banco Master
São Paulo - O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tornou-se o elo central de duas frentes que movimentaram o noticiário político nesta terça-feira, 1º. Documentos mostram que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), modificou um contrato milionário entre Vorcaro e o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Na outra ponta, está um relatório do Coaf mostrando repasses feitos pelo banqueiro ao filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, com valores superiores aos admitidos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Contrato revisto pelo ministro Alexandre de Moraes
Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revela que Moraes editou a última versão de um contrato de honorários de R$ 131 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes.
Em resposta, a defesa de Viviane justificou que o arquivo foi enviado ao ministro com o único objetivo de consultá-lo sobre eventuais impedimentos legais para a prestação do serviço antes da assinatura.
Dark Horse
Simultaneamente, dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) desmentiram as versões da família Bolsonaro sobre o financiamento do longa "Dark Horse". O levantamento do órgão mostra um pagamento de US$ 1,6 milhão, equivalente a cerca de R$ 8,5 milhões na cotação da época, realizado em 16 de setembro de 2025. O pagamento ocorreu após maio de 2025, mês que Flávio Bolsonaro havia indicado como sendo o último repasse feito por Vorcaro ao filme.
A Polícia Federal investiga, entre outros pontos, a origem e a destinação dos recursos enviados aos Estados Unidos. Uma das questões levantadas é se parte do dinheiro que passou pelo fundo teria sido utilizada para outras finalidades além da produção de Dark Horse, inclusive despesas relacionadas a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
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