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Conheça programas públicos de assistência domiciliar a idosos no Brasil

Foto: Envato Elements

As iniciativas atuam em diferentes cidades e estados, oferecendo suporte médico, psicológico e social diretamente na residência - Foto: Envato Elements
As iniciativas atuam em diferentes cidades e estados, oferecendo suporte médico, psicológico e social diretamente na residência
Por Emanuele Almeida

12/03/2026 | 10h33

São Paulo - O envelhecimento da população e a necessidade de cuidados contínuos impulsionaram a criação de diversos programas públicos de assistência domiciliar no Brasil. Essas iniciativas atuam em diferentes cidades e estados, oferecendo suporte médico, psicológico e social diretamente na residência de idosos e pessoas com dependência funcional, evitando internações desnecessárias e melhorando a qualidade de vida das famílias.

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Conheça alguns dos principais programas nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e São Paulo:

Rio de Janeiro: Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI)

O PADI oferece assistência em casa prioritariamente para pessoas com 60 anos ou mais, embora não haja restrição de faixa etária. O serviço é voltado para pacientes estáveis, restritos ao leito ou ao domicílio, que possuem doenças crônicas agravadas, incapacidade funcional ou que estão em cuidados paliativos.

Uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, entre outros, realiza o acompanhamento na residência, visando acelerar a recuperação, reduzir o tempo de internação hospitalar e promover a independência funcional.

Como participar

O acesso pode ocorrer de duas formas: a primeira é por meio de busca ativa realizada pelas equipes do programa nas enfermarias de diversos hospitais municipais (como Miguel Couto, Salgado Filho, Souza Aguiar, entre outros), onde identificam pacientes internados com perfil para o atendimento em casa.

A segunda forma é para pacientes não internados: os interessados devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência, que fará a avaliação e, se houver necessidade, incluirá o paciente no Sistema de Regulação (SISREG).

Leia também: Núcleos de Convivência do Idoso: o que é e quem pode participar?

Minas Gerais e Bahia: Programa Maior Cuidado (PMC)

Criado inicialmente em Belo Horizonte (MG) e atualmente em expansão como projeto piloto para Contagem (MG) e Salvador (BA), o PMC foca em idosos dependentes e semidependentes em situação de vulnerabilidade social. O programa atua no apoio às famílias, oferecendo cuidadores sociais que prestam assistência de duas a oito horas por dia, de acordo com a necessidade individual.

Esses profissionais auxiliam nas atividades de vida diária, como higiene, alimentação, mudança de posição na cama, controle de horários de medicamentos e acompanhamento em atividades de lazer e consultas médicas.

O objetivo é fortalecer os laços familiares, evitar que o idoso precise ir para uma instituição de longa permanência e aliviar a sobrecarga dos familiares (especialmente as mulheres cuidadoras).

Como participar

Os beneficiários do PMC geralmente integram o Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias (PAIF). A seleção dos idosos é feita de forma conjunta pelas equipes de Saúde da Família e pelos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), baseando-se em critérios de vulnerabilidade e nível de funcionalidade. Para solicitar o serviço ou obter mais informações, as famílias devem entrar em contato com o CRAS de sua região.

São Paulo: Programa Acompanhante de Idosos (PAI)

Desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, o PAI é uma modalidade de assistência biopsicossocial voltada para idosos em situação de vulnerabilidade social. Atuando em conjunto com a Estratégia Saúde da Família, os acompanhantes realizam visitas domiciliares, ajudam nas tarefas diárias, promovem exercícios de estímulo motor e cognitivo, auxiliam na prevenção de quedas e acompanham os idosos em exames e consultas.

O vínculo constante com os profissionais ajuda a resgatar a autonomia dos pacientes, reduzir o isolamento social e assegurar o uso correto das medicações.

Como participar

O atendimento é articulado com a Atenção Primária à Saúde. O acompanhamento é direcionado a idosos atendidos pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) vinculadas ao programa (como as UBS Jardim Maracá, Vera Cruz e Jardim Comercial, gerenciadas na zona sul de São Paulo).

Para participar, o idoso ou familiar deve estar vinculado à sua UBS de referência, que facilitará o acesso à rede e avaliará a inclusão do paciente no plano de cuidados.

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