Os perigos da medicação que revolucionou o tratamento da obesidade
Especialista adverte para os riscos causados pelo uso indiscriminado das canetinhas, entre eles a perda da massa muscular além de efeitos gastrointestinais
Por Luana Pavani e Marcel Naves
27/09/2026 | 19h54 ● Atualizado | 20h01Marcos Hiroshi/VIVA
As canetinhas emagrecedoras oferecem benefícios significativos para pessoas com sobrepeso, como a redução de riscos cardiovasculares, mas seu uso indiscriminado pode causar perda de massa muscular e efeitos gastrointestinais graves, especialmente em idosos.
O aumento da popularidade dessas canetinhas, impulsionado por preços baixos, resultou em um crescimento do contrabando e da pirataria, elevando os riscos à saúde e tornando o tratamento ainda mais oneroso.
A médica Isabella Berger enfatiza que o combate à obesidade requer não apenas acesso ao medicamento pelo SUS, mas também uma abordagem que inclua prescrição criteriosa e a combinação com dieta e atividade física para eficácia no tratamento.
São Paulo - As canetinhas emagrecedoras representam um grande benefício para quem sofre com sobrepeso, em especial as pessoas idosas. A opinião é da médica geriatra e especialista em psiquiatria geriátrica Isabella Berger. Ela alerta para o fato de que, apesar de vantagens como a perda de pesos e a redução da mortalidade com a diminuição dos riscos cardiovasculares como AVC e infarto, o emprego deste medicamento requer cuidados que não constumam ser alertados.
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A especialista adverte que entre os perigos causados pelo uso indiscriminado das canetinhas está a perda de massa muscular, o que para uma pessoa 70+ representa um problema gravíssimo que compromete a mobilidade. Segundo Isabella Berger também é necessário contar com os efeitos gastrointestinais, que ocorrem em 60% dos casos desta população.
A ameaça dos produtos contrabandeados
O perigo do uso indiscriminado das canetinhas vai além da ausência da prescrição médica. A popularização do medicamento impulsionada pelos baixos preços levou ao crescimento do contrabando, fazendo com que os riscos à saúde sejam cada vez maiores.
Para Berger quem acha que comprar medicamento contrabandeado é mais barato e vantajoso está cometendo um grave engano.
Ao comprar estes remédios sem saber a procedência ou a origem, você acaba usando algo que não sabe do que é composto, sequer se ali tem um remédio de verdade"
Geriatra Isabella Berger
Garantir o acesso pelo SUS não basta
A médica Isabella Berger afirma que combater a obesidade apenas garantindo o acesso das canetinhas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, não é suficiente para lidar com o problema.
De acordo com ela, também é preciso critério na prescrição médica, além de ter o SUS mais vinculado a estratégias não farmacológicas. É necessário fazer junto com a medicação uma dieta com atividade física para poder progredir com o tratamento.
O uso das canetinhas não causa dependência
Isabella Berger disse que o uso das canetinhas não provoca dependência apesar do uso contínuo.
A especialista reforça que combater a obesidade é preciso, e destaca que é fundamental ter uma atividade fisica, essencial para modular o envelhecimento celular e melhorar a qualidade de vida.
A médica foi uma das palestrantes no 8° Fórum e Festival da Longevidade, realizado na capital paulista entre dias 24 e 26 de setembro.
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