Canetas emagrecedoras: 69% dos médicos preferem ajuste por cliques
Levantamento mostra como especialistas conduzem a dose dos medicamentos e destaca a importância da adaptação individual ao tratamento
Por Bianca Bibiano
24/09/2026 | 11h50AdobeStock
Cerca de 69% dos médicos no Brasil prescrevem canetas via clique para controle da obesidade, refletindo uma preferência crescente por métodos de titulação gradual, em contraste com 31% que utilizam doses fixas. Essa mudança ocorre em um contexto de crescimento significativo do mercado de medicamentos da classe GLP-1, que teve um aumento de 125% em faturamento no primeiro trimestre de 2026.
A pesquisa da Brace Pharma, que envolveu 237 médicos especialistas, destaca que a titulação personalizada pode melhorar a adesão ao tratamento e reduzir efeitos adversos, como náuseas. A presidente da ABESO, Cynthia Melissa Valério, ressalta que a falta de ajuste correto da dose é um fator que contribui para o abandono do tratamento, além dos altos custos dos medicamentos.
As diretrizes médicas recomendam ajustes na dosagem para garantir a segurança e a saúde dos pacientes, sendo essencial o acompanhamento médico durante o tratamento. A preocupação com a adaptação dos pacientes é um desafio importante, pois a obesidade é uma condição crônica sem cura.
São Paulo - Cerca de 69% dos médicos prescrevem canetas emagrecedoras via clique para controle da obesidade, contra 31% dos especialistas que optam pela prescrição por dose fixa. É o que aponta uma pesquisa inédita da Brace Pharma, do Grupo EMS, divulgada em primeira mão ao VIVA.
O resultado desse estudo, que considerou uma amostra nacional de 237 médicos especialistas, chega em um momento de avanço dos medicamentos da classe GLP-1 no mercado brasileiro. Segundo os dados apresentados, no 1º trimestre de 2026, o mercado formal da categoria cresceu 125% em faturamento e 70% em volume comercializado de doses na comparação com o mesmo período.
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“Sabemos que as diretrizes preveem a titulação gradual e personalizada da dose para cada paciente. Trabalhar com esses ajustes, sempre de acordo com a orientação médica, amplia as possibilidades de condução do tratamento e permite uma abordagem mais individualizada para cada paciente”, afirma o diretor da Brace Pharma, Marco Aurélio Rabadan.
Ajuste de dose ajuda a reduzir efeitos adversos
Para quem usa os medicamentos do tipo caneta emagrecedora, o ajuste da dose via cliques possibilita uma adaptação mais gradual. Isso ajuda especialmente a minimizar sintomas adversos, como náuseas e desconfortos gastrointestinais.
Segundo a médica Cynthia Melissa Valério, presidente da Associação Brasileira para Estudos da Síndrome Metabólica e da Obesidade (Abeso), juntamente com as dificuldades envolvendo os custos desse tipo de medicamento, a falta de ajuste correto da dose pode ser motivo de abandono ou interrupção no tratamento.
“A obesidade é uma doença que não tem cura e muitas vezes o médico ‘queima’ a medicação quando o paciente tem problemas na adaptação. Esse é um dos principais desafios, porque nossa preocupação é com a saúde e a segurança do paciente ao longo de todo processo. Para isso, a adesão ao tratamento e o acompanhamento médico são fundamentais”, destacou em nota.
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