STF pode limitar a realização de grandes eventos em São Paulo
Samuel Regan-Asante / Unsplash
26/01/2026 | 18h33
São Paulo, 26/01/2026 - As cidade de São Paulo vive um impasse quanto à realização de grandes eventos. Dois fatos acontecem para pôr um novo capítulo numa história que praticamente se arrasta há cerca de três anos. A Prefeitura tenta alterar a aplicação do Programa Silêncio Urbano (PSIU) para shows e grandes eventos, mas acumula derrotas na Justiça. Em 2007, um termo de ajustamento de conduta limitou a realização de eventos na Paulista a três por ano: Réveillon, Corrida de São Silvestre e Parada do Orgulho LGBT+.
Por sua vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir definitivamente sobre o fim do limite de barulho no entorno de shows e grandes eventos na capital paulista, A gestão Ricardo Nunes (MDB) busca reverter decisão de 2ª instância, que considerou inconstitucional a flexibilização da lei de poluição sonora. O recurso extraordinário obteve aval para ser encaminhado à Corte no dia 13.
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Ao mesmo tempo o prefeito da capital paulista afirmou em entrevista a Rádio CBN, que pretende viabilizar um megashow internacional gratuito na cidade ainda no segundo semestre deste ano. Especulações dão conta de que U2, Foo Fighters e Rolling Stones estariam entre as atrações cotadas. À reportagem do Estadão, a Prefeitura informou que “aguarda a análise do recurso” pelo STF.
Prefeitura quer mudanças para Paulista e Anhangabaú
Em novembro, durante audiência pública na Câmara, onde é discutida possibilidade de leis específicas para a Avenida Paulista e o Vale do Anhangabaú, o assessor parlamentar da Secretaria Municipal de Subprefeituras Leonardo Luiz Gobo afirmou que a pasta debate uma reestruturação do Psiu.
A reestruturação do Psiu vem sendo discutida internamente na Secretaria, para criar um padrão entre as subprefeituras e facilitar e desburocratizar algumas coisas”, disse, sem detalhar os estudos.
Os moradores
Moradores do Vale do Anhangabaú e da Paulista têm se mobilizado por maior regulação. No caso do espaço do centro, as reclamações envolvem especialmente shows, festivais e festas. Desde 2021, o Anhangabaú é gerido pela concessionária Viva o Vale.
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Em nota, a Viva o Vale afirma que as atividades e eventos na área “seguem rigorosamente os regramentos previstos no contrato de concessão, bem como as licenças e autorizações” da Prefeitura e demais órgãos competentes. Também disse fiscalizar os eventos e adotar medidas operacionais “para amenizar eventuais incômodos, sempre em coordenação com os órgãos públicos”. Além disso, destaca ter canais de comunicação para queixas e sugestões de moradores.
A Paulista, por sua vez, é alvo de reclamações, especialmente pelo volume de parte das apresentações artísticas aos domingos e feriados, durante o Programa Ruas Abertas, que fecha a via para veículos. Um movimento de moradores tem destacado a presença de mais de 15 condomínios residenciais no grupo.
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