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Agressores de mulheres vão usar tornozeleira eletrônica, aprova Senado

A proposta altera a Lei Maria da Penha para tratar o uso de tornozeleira eletrônica como medida protetiva de urgência para mulheres

Bárbara Ferreira

Por Bárbara Ferreira

19/03/2026 | 12h19

Tiago Stille/ Governo do Ceará

A vítima terá um dispositivo de segurança que alertará caso ele se aproxime - Tiago Stille/ Governo do Ceará
A vítima terá um dispositivo de segurança que alertará caso ele se aproxime
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São Paulo - Agressores que colocaram a vida de mulheres e crianças em risco em casos de violência doméstica devem usar tornozeleira eletrônica, segundo projeto de lei (PL 2.942/2024) aprovado pelo Senado na quarta-feira, 18. O projeto segue para a sanção da Presidência da República. 

Leia também: Violência doméstica: guia ensina como médicos devem atender as vítimas

Com isso, o projeto autoriza juízes (ou delegados de polícia em cidades que não contam com um juiz) a determinar o uso da tornozeleira caso verifique alto risco para as vítimas de violência. Atualmente, o afastamento imediato do lar é a única medida protetiva que a justiça pode adotar para proteger a vítima.

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A proposta altera a Lei Maria da Penha para tratar o uso de tornozeleira como medida protetiva de urgência. O risco deve ser atual ou iminente à vida, integridade física ou psicológica da mulher ou seus dependentes, aponta o projeto.

Além do monitoramento do agressor, a vítima terá um dispositivo de segurança que alertará caso ele se aproxime. 

Segundo o texto, é prioridade no orçamento público a compra e a manutenção das tornozeleiras e dos dispositivos de alerta. Também altera a legislação para tornar permanente o programa de monitoração eletrônica e de acompanhamento de mulheres em situação de violência.

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O projeto foi apresentado pelos deputados Marcos Tavares (PDT) e Fernanda Melquiona (PSOL).

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