Astro de 'Jurassic Park', Sam Neill morre aos 78 anos de 'forma repentina'
Reprodução/Instagram @samneilltheprop
São Paulo - O ator Sam Neill, que ganhou notoriedade em "O Piano" e fama em "Jurassic Park", morreu aos 78 anos, nesta segunda-feira (13), em Sidney, na Austrália. Segundo comunicado publicado nas redes sociais de Neill, o ator morreu cercado pela família.
A perda foi repentina e inesperada, mas felizmente Sam permaneceu livre do câncer”, diz a nota.
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Em sua autobiografia, "Did I Ever Tell You This?" (2023), Neill revelou que lutava contra um linfoma não Hodgkin em estágio 3. Este ano, ele afirmou que o câncer estava em remissão, após se submeter a tratamento que mudou seu sistema imunológico.
O ator planejava voltar à atuação, mas deixou três produções prontas, "Godzilla x Kong: Supernova", "The Fox" e "The Last Resort", que serão lançadas postumamente.
Do suspense ao filme 'O Piano'
Nascido na Irlanda do Norte, Sam Neill se mudou para a Nova Zelândia ainda na infância e começou a consolidar sua carreira no cinema australiano.
Ele foi um dos muitos atores e diretores que alcançaram fama internacional após uma explosão de filmes australianos que teve início no final dos anos 1970, fazendo companhia a nomes como Paul Hogan, Mel Gibson, Geoffrey Rush, Russell Crowe, Jane Campion, Peter Weir e Gillian Armstrong.
Sua versatilidade era notável: atuou ao lado de Helena Bonham Carter na comédia de Alan Ayckbourn "Doce Vingança" (1998), decepou (cenograficamente) o dedo de Holly Hunter no drama "O Piano" (1993) e arrancou os próprios olhos no terror de ficção científica "Enigma do Horizonte" (1997).
Em "A Profecia III - O Conflito Final", ele interpretou Damien, o Anticristo, e também viveu o Cardeal Thomas Wolsey em "The Tudors".
O ator chamou a atenção do público internacional pela primeira vez no filme "Minha Carreira Brilhante" (1979), que também lançou Judy Davis. Mais tarde, apareceu em "Terror a Bordo", de Phillip Noyce, um suspense de alta classe ambientado no mar e coestrelado pela então relativamente desconhecida Nicole Kidman.
Neill contracenou duas vezes com Meryl Streep: em "Plenty - Uma História de Mulher", do diretor australiano Fred Schepisi, e — novamente sob a direção de Schepisi — em "Um Grito no Escuro", um filme sobre a repercussão sensacionalista da morte de um bebê por um dingo no outback australiano. Ele recebeu uma indicação ao Emmy por sua atuação no papel-título da minissérie de 1998 "Merlin" e outra como narrador de "Wild New Zealand", de 2017.
Quando veio o auge da fama?
Neill alcançou seu nível mais alto de fama em "Jurassic Park", interpretando o paleontólogo Alan Grant, que é convocado a uma ilha na costa da Costa Rica, onde um parque temático foi construído para abrigar manadas de dinossauros clonados.
Seu personagem era ponderado e sensato, um cientista que alertou o idealizador do parque temático antes do caos:
Dinossauros e o homem, duas espécies separadas por 65 milhões de anos de evolução, foram subitamente jogados juntos no mesmo caldeirão. Como podemos ter a menor ideia do que esperar?".
Grant sobreviveu aos eventos terríveis quando as criaturas se libertaram, mas não retornou para "O Mundo Perdido: Jurassic Park II', em 1997. Ele voltou para o terceiro filme, em 2001, e para "Jurassic World: Domínio", em 2022.
"Provavelmente é um pouco tarde para aprender essas coisas", disse ele, ao "Daily News de Nova York", em 2001, "mas finalmente sinto que descobri como ser um herói de ação. Estou mais feliz com o Grant desta vez. Ele está calejado e grisalho, mas parece saber o que está fazendo".
O início da carreira
Nascido em 1947 como Nigel Neill, o ator dizia em entrevistas que começou a adotar o nome Sam porque havia muitos Nigels em sua escola. Após emigrar para a Nova Zelândia, sua família se estabeleceu em Dunedin, na Ilha do Sul, e ele foi enviado para um internato em Christchurch.
Depois da faculdade, ele assumiu o papel principal em "Sleeping Dogs" (1977), o primeiro longa-metragem rodado na Nova Zelândia em mais de uma década.
Os outros papéis de Neill no cinema incluíram o de um oficial de submarino soviético que memoravelmente sonha com uma casa em Montana em "A Caçada ao Outubro Vermelho" e o de um investigador em "À Beira da Loucura, do diretor John Carpenter.
Na TV, Neill interpretou o maligno Chester Campbell na série "Peaky Blinders" e Thomas Jefferson na minissérie "Sally Hemings: An American Tragedy". Na Apple TV, ele esteve na série "Invasão", interpretando o xerife de Oklahoma John Bell Tyson, um homem em fim de carreira em busca de seu propósito. Em 2024, ele estrelou, ao lado de Annette Bening, na série do "Peacock Apples Never Fall".
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