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Inadimplência das empresas avança 15% em junho ante um ano, diz SPC

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Pesquisa de junho indica que companhias já inadimplentes estão acumulando mais dívidas - Adobe Stock
Pesquisa de junho indica que companhias já inadimplentes estão acumulando mais dívidas
Por Fabiana Holtz

13/07/2026 | 16h46

São Paulo — Em junho, o número de dívidas em atraso de pessoas jurídicas saltou 14,97% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Indicador de Inadimplência do SPC Brasil. Outro dado preocupante, de acordo com o SPC Brasil, é que esse crescimento foi superior ao avanço no número de empresas negativadas (que subiu 12,40%). Ou seja, isso significa que companhias já inadimplentes estão acumulando mais dívidas.

E esse cenário se espalhou por todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste que apresentou alta de 19,76% nas dívidas em atraso de pessoas jurídicas em 12 meses. A região também lidera no número de empresas negativadas (+16,37%).

Entre as pessoas físicas, Região Sul registra o maior crescimento da inadimplência, com alta de 17,06% no número de dívidas em atraso e de 10,67% no número de consumidores negativados.

O endividamento, por sua vez, dá sinais de que está se tornando crônico entre empresas e consumidores, dado que o crescimento anual da inadimplência se concentrou nas dívidas mais antigas, de quatro a cinco anos de atraso, com alta de 42,95% entre pessoas jurídicas e de 38,32% entre pessoas físicas.

Já o tempo médio de atraso está em 27,5 meses para as empresas e 29,1 meses para os consumidores.

Famílias endividadas

Entre as famílias, o número de consumidores inadimplentes cresceu 7,55% em junho na comparação anual — ritmo abaixo do observado no mês anterior. Na passagem de maio para junho, o número de devedores recuou 0,30%. O número de dívidas em atraso, por sua vez, avançou 13,32% no ano, com queda mensal de 0,59%.

Entre as famílias o aumento das dívidas mais antigas também prevaleceu, com o grupo de devedores com registro de quatro a cinco anos de atraso aumentando 38,32% no ano. Ao mesmo tempo, o total de dívidas de um a três anos e de três a quatro anos recuou. O tempo médio de atraso dos consumidores negativados também supera dois anos, chegando em 29,1 meses.

Perfil jovem

No recorte por faixa etária, a idade média do devedor pessoa física é de 45,3 anos, com uma distribuição por gênero de 51,34% de mulheres e 48,66% de homens

Entre as principais fontes de endividamento, Água e Luz lideram a lista das dívidas em atraso no ano, com crescimento de 22,16%, seguidas por Comunicação (+17,16%) e Bancos (+11,42%) — este último concentra a maior fatia do total de dívidas, com 65,76% de participação. Conforme o levantamento, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 5.152,52 no total em junho, distribuídos entre 2,33 credores. 

O SPC Brasil estima que o país tinha, no mês, 74,80 milhões de pessoas físicas negativadas, o equivalente a 44,62% da população adulta do País.

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