Confira 12 filmes na Netflix protagonizados por astros e estrelas 50+ a 80+
Divulgação/Netflix
São Paulo - Diante de uma indústria cinematográfica que valoriza a juventude, assistir a filmes protagonizados por estrelas e astros veteranos é um bálsamo. Além de serem rostos familiares, a experiência acumulada em décadas nos sets de filmagens – e, muitas vezes, em cima do palco também – resulta em interpretações profundas, cheias de nuances, seja qual for o gênero do filme.
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Na Netflix, atores e atrizes de 50+ a 80+ roubam a cena, mesmo em filmes em que o protagonismo seria, originalmente, de colegas de elenco mais jovens.
Entre as novidades no serviço de streaming, o suspense "O Homem Que Sussurra", que lidera a lista dos 10 filmes mais assistidos atualmente, traz um duelo de titãs, com Robert De Niro e Michael Keaton interpretando antagonistas. Aliás, é o primeiro trabalho dos dois juntos.
Em meio a uma boa seleção de títulos na Netflix, que dão a justa evidência a artistas veteranos, o VIVA indica 12 longas-metragens imperdíveis.
1 - "O Homem Que Sussurra" (2026)
Robert De Niro, de 83 anos, interpreta Pete Willis, um ex-detetive aposentado que caçou e ajudou a prender o serial killer Frank Carter, vivido por outro astro, Michael Keaton, de 74. Se agarrar um dos criminosos mais procurados lhe rendeu honrarias profissionais, ao mesmo tempo cobrou um preço alto na sua vida pessoal. Anos depois, Pete se vê obrigado a voltar à ativa quando assassinatos parecidos voltam a aterrorizar uma cidadezinha e seu neto some misteriosamente. Um suspense que traz fortes referências a "O Silêncio dos Inocentes", clássico do gênero dos anos 1990.
2 - "Criaturas Extraordinariamente Brilhantes" (2026)
Com uma comovente atuação da atriz Sally Field, o filme acompanha Tova Sullivan, uma viúva de 70 anos que aceita um trabalho noturno limpando um aquário local para preencher o vazio deixado pelo luto do filho e do marido. A rotina ganha um novo sentido quando ela desenvolve uma conexão improvável com Marcellus, um polvo gigante de inteligência apurada.
3 - "Meu Nome É Agneta" (2026)
Às vésperas de completar 50 anos, a sueca Agneta (Eva Melander) se sente invisível na própria vida, presa a uma rotina morna e a um casamento estagnado. Em um ato de rebeldia, ela aceita um trabalho na França para cuidar de um idoso excêntrico de 80 anos. A trama destaca a redescoberta da sexualidade, da aventura e do prazer na maturidade.
4 - "O Último Azul" (2025)
Nessa distopia brasileira, a veterana Denise Weinberg interpreta uma mulher de 77 anos que enfrenta o etarismo do próprio Estado, após o governo decretar o exílio forçado da população sênior - deportando todos para colônias isoladas. O protagonismo de Denise é o pilar da obra ao retratar a resistência, a dignidade e a recusa de uma mulher madura em ser reduzida a um "fardo social". Trata também sobre recomeços.
5 - "O Quarto ao Lado" (2024)
Com direção de Pedro Almodóvar, o filme coloca os holofotes em Tilda Swinton e Julianne Moore (ambas na faixa dos 60 anos). A trama aborda a amizade profunda entre duas mulheres maduras quando uma delas enfrenta uma doença terminal e decide exercer autonomia sobre seu próprio fim. Com atuações marcantes, o filme reflete sobre cumplicidade feminina e finitude.
6 - "Boa Sorte, Leo Grande" (2022)
Conhecida por papéis marcantes no cinema como "Razão e Sensibilidade", a britânica Emma Thompson estrela esse filme intimista, quase um teatro filmado. Ela viver Nancy, uma viúva e professora aposentada que nunca experimentou o prazer sexual pleno. Por isso, ela resolve contratar os serviços de um jovem garoto de programa para explorar desejos. Essa jornada envolve a redescoberta do corpo e a desconstrução dos estigmas sobre a sexualidade feminina após os 60 anos.
7 - "Nossas Noites" (2017)
Estrelado pelos ícones Jane Fonda e Robert Redford (ambos na faixa dos 80 anos), o longa apresenta Addie e Louis, dois vizinhos viúvos que decidem dormir juntos na mesma cama apenas para conversar e combater a solidão da noite. O protagonismo oitentista brilha com delicadeza ao retratar a intimidade, o afeto, o direito ao amor na velhice.
8 - "Que Horas Ela Volta?" (2015)
Com uma atuação elogiada de Regina Casé, o filme foca em Val, uma empregada doméstica nordestina que trabalha para uma família de classe média alta em São Paulo e tenta mudar a realidade de sua filha. A partir desse protagonismo 60+, a diretora Anna Muylaert retrata a transformação interna de uma mulher que, na maturidade, toma consciência de seus direitos.
9 - "Em Seu Lugar" (2005)
Embora focado nas irmãs vividas por Cameron Diaz e Toni Collette, o ponto forte da narrativa é a veterana Shirley MacLaine (70+), no papel da avó com quem suas netas se reconectam na vida adulta.
Morando em uma comunidade de aposentados, sua personagem representa o acolhimento sem julgamentos e a prova de que a figura dos avós é um pilar essencial para a cura e a reestruturação emocional da família.
10 - "Alguém Tem Que Ceder" (2003)
Um clássico atemporal que explora o desejo e os relacionamentos intergeracionais por meio da figura da dramaturga bem-sucedida Erica Barry (Diane Keaton, 50+). Harry (Jack Nicholson, 60+), um solteirão que namora a filha de Erica, sofre um infarte em sua casa e a dramaturga se vê obrigada a cuidar dele. Ao mesmo tempo, Julian (Keanu Reeves), um médico na casa dos 30 anos, se apaixona por ela. Até que o improvável acontece: Erica e Harry se apaixonam.
11 - "Central do Brasil" (1998)
Um marco do cinema nacional com projeção internacional - incluindo indicações ao Oscar -, tem como ponto alto a atuação de Fernanda Montenegro (à época com quase 70 anos). Sua personagem, Dora, é uma ex-professora amargurada que ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos na estação. De repente, ela se vê obrigada a acompanhar o pequeno Josué em uma viagem pelo sertão em busca do pai, em uma odisseia de redenção e afeto.
12 - "Lembranças de Hollywood" (1990)
Inspirado na relação real entre Carrie Fisher e sua mãe, Debbie Reynolds, o filme mostra o embate entre Doris, uma mãe veterana e egocêntrica (a lenda Shirley MacLaine, com seus 50/60 anos), e sua filha Suzanne (Meryl Streep), recém-saída do centro de reabilitação. Nesse duelo de gigantes, Shirley encarna a estrela da Era de Ouro do cinema que se recusa a ser esquecida, enquanto a filha só busca seu lugar ao sol – e longe da sombra da mãe.
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