É mulher e vai viajar sozinha? Novo guia dá dicas para uma viagem segura
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São Paulo, 07/03/2026 – Quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas e 31,4% realizam esse tipo de viagem com frequência, segundo o levantamento inédito intitulado “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, do Ministério do Turismo, divulgado esta semana.
Entre as entrevistadas, 41,8% afirmara que já viajaram sozinhas (tanto no país quanto no exterior), 35,9% optaram por vivenciar essa experiência exclusivamente em território nacional e, apenas, 4,6% nunca realizaram uma viagem solo pelo país.
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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, lembrou que o turismo também faz parte da transformação em defesa das mulheres. “Este guia está alinhado ao Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo governo do presidente Lula, que estrutura ações preventivas, integradas e permanentes para proteger mulheres em todo o país”, afirma.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a política pública de mulheres é uma política transversal.
Esse guia reconhece que a mulher tem o direito de circular com liberdade e viajar pelo Brasil e pelo mundo, sem que o medo seja o principal companheiro de viagem.”
Viajante solo
A faixa etária predominante é de 35 a 44 anos (34,6%), seguida pelas faixas de 45 a 54 anos (22,1%) e 25 a 34 anos (21,7%). A maioria possui renda entre três e dez salários mínimos e 67,7% não têm filhos. Entre as mães com filhos menores, 58,5% sentiram-se seguras ao viajar com eles.
Motivações e interesse
Embora o lazer lidere (72,6%), a busca por independência e liberdade é central para 65,1% das entrevistadas. Autoconhecimento, trabalho e visitas a familiares também são citados. Na escolha do destino, a segurança e a liberdade de escolha superam fatores como preço e conforto.
Consultoria especializada
O material contou com a consultoria de 17 especialistas das áreas de turismo e gênero, além da parceria com a UNESCO e a jornalista Anelise Zanoni. O conteúdo dialoga com políticas públicas como o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e o Protocolo Não é Não, reforçando que a segurança é uma responsabilidade compartilhada por toda a cadeia turística.
“O guia nasce a partir de algo que sempre observei como jornalista e viajante: muitas mulheres desejam viajar sozinhas, mas ainda enfrentam inseguranças e falta de informação. Por isso, além de reunir histórias e experiências, o guia tem uma pesquisa inédita que dá visibilidade a esse cenário e traz dados para qualificar o debate sobre segurança, autonomia e mobilidade feminina no turismo”, destacou Anelise Zanoni, jornalista e consultora da UNESCO que participou da elaboração do guia.
Guia
Com 72 páginas, o guia foi elaborado a partir de uma pesquisa realizada entre agosto e setembro de 2025, com 2.712 mulheres de todas as regiões do país. Elas compartilharam percepções, motivações, receios e estratégias de viagem. O documento amplia o olhar sobre diferentes perfis, incluindo mães que viajam com filhos, mulheres maduras, profissionais em deslocamento a trabalho e entusiastas de nichos como ecoturismo, bem-estar e gastronomia. A publicação reúne dados e orientações para promover um turismo mais seguro e inclusivo, e já está disponível aqui.
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