CONFIRA

Marina Lima lança “Ópera Grunkie”; relembre seus 5 discos mais marcantes

Um dos principais nomes do pop brasileiro, Marina Lima lança o disco "Ópera Grunkie"; relembre cinco álbuns representativos da trajetória da artista

Adriana Del Ré

Por Adriana Del Ré

25/03/2026 | 10h36 ● Atualizado | 10h37

Andre Hawk/Divulgação

Com 12 faixas, o novo trabalho carrega a sonoridade que virou a marca da compositora - Andre Hawk/Divulgação
Com 12 faixas, o novo trabalho carrega a sonoridade que virou a marca da compositora
Ouvir texto 2:27 1x

São Paulo - Um dos principais nomes do pop brasileiro, Marina Lima acaba de lançar Ópera Grunkie, o 18º disco da carreira e o primeiro sem seu irmão e principal parceiro musical, Antonio Cícero, que morreu em 2024.

Com 12 faixas, o novo trabalho, já disponível nas plataformas de streaming, carrega a sonoridade que virou a marca da compositora de 70 anos, completados no ano passado, mas vem também com um quê de melancolia. 

Leia também: Fábio Jr. fará show especial no Dia dos Namorados com clássicos românticos

Publicidade
Capa de "Ópera Grunkie", 18º disco de Marina Lima
Capa de "Ópera Grunkie", 18º disco de Marina Lima - Divulgação

A morte de Cícero é sentida em letra e música. E mesmo ausente, ele ainda se faz muito presente nesse disco.

Nos feats, Marina se aproxima, como tem feito habitualmente, de artistas de novas gerações da música: Ana Frango Elétrico, em Um Dia na Vida, e Laura Diaz, em Collab Grunkie.

Já em Chega Pra Mim, faz duo com a amiga Adriana Calcanhotto – e as duas voltam a assinar, depois de 15 anos, uma nova parceria, Só que não. 

Publicidade

Com uma carreira marcada por grandes sucessos – e também resiliência após enfrentar depressão e problemas nas cordas vocais após uma cirurgia desastrosa –, Marina construiu uma obra marcante, potente e nada fugaz. 

A seguir, relembre cinco discos marcantes de sua trajetória, que ajudaram a consolidar sua obra.  

Fullgás (1984)

Marina lançou seu álbum de estreia, Simples Como Fogo, em 1979, já exibindo parcerias com Antonio Cícero e se destacando como uma das poucas compositoras mulheres em atividade na época. Mas foi com Fullgás, lançado cinco anos depois, que a cantora estourou de vez.

Publicidade

O álbum traz uma sonoridade que mistura pop, rock e MPB, com uma pegada urbana e moderna. A faixa-título, Fullgás, virou um clássico atemporal, com uma letra que traduz a efemeridade da vida contemporânea. Esse trabalho consolidou Marina como uma artista relevante dentro do pop brasileiro, dona da própria obra e de uma estética mais cool. 

Leia também: Lenda do Genesis, Steve Hackett volta ao Brasil com turnê de clássicos

Publicidade

Virgem (1987)

A carreira de Marina seguia em ascensão. Se Fullgás a projetou, de vez, como uma das gratas surpresas da música pop brasileira, Virgem expandiu ainda mais seus caminhos. Aqui, a compositora mergulhou ainda mais no pop, com arranjos mais radiofônicos.

A música Uma Noite e 1/2 se tornou um de seus maiores sucessos, com refrão marcante e clima sensual. Já Virgem, outro hit, é inspirada em seu signo, no irmão Cícero (e na vida dos dois no Rio) e também  na canção Your Latest Trick, de Dire Straits, trazendo uma dualidade entre inocência e desejo, tema recorrente na obra da artista. 

Publicidade

Próxima Parada (1989)

Neste álbum, ela começa a refinar ainda mais sua identidade artística. O som continua pop, mas há um cuidado maior com atmosferas. À Francesa é o grande carro-chefe do álbum: uma faixa sofisticada e com forte apelo pop, que acabou se tornando um de seus maiores clássicos. Inclusive, foi redescoberta por novas gerações tempos depois, provando seu frescor e atemporalidade. 

O Chamado (1993)

Esse trabalho marca um momento de maturidade artística. As músicas exploram temas mais existenciais e introspectivos, e a interpretação de Marina se torna ainda mais contida. Faixas do álbum, como Pessoa, entraram em trilhas de novelas da TV Globo, amplificando o alcance do disco.

Publicidade

Leia também: Roberto Carlos leva turnê "Eu ofereço flores" para a Praia Grande, em São Paulo

Pierrot do Brasil (1998)

Há uma mudança estética importante. Marina incorpora elementos eletrônicos à MPB e dialoga com a música pop internacional dos anos 1990.

Publicidade

O disco mostra uma artista que não ficou presa ao passado: ela se reinventa, experimenta e atualiza sua linguagem sem perder a identidade. Simboliza também a retomada de sua carreira, após problemas que enfrentou nas cordas vocais. 

Colaborou Alexandre Barreto

Publicidade

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.