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Miguel Gandelman: quem é brasileiro que venceu o Emmy por show de Bad Bunny

Reprodução / X (Bad Bunny Brasil)

Miguel Gandelman é carioca e tem 43 anos - Reprodução / X (Bad Bunny Brasil)
Miguel Gandelman é carioca e tem 43 anos
Por Bárbara Ferreira e Estadão Conteúdo

06/09/2026 | 18h38

São Paulo - O brasileiro Miguel Gandelman, de 43 anos, recebeu um prêmio Emmy na categoria de "direção musical extraordinária" por seu trabalho como diretor musical do show de Bad Bunny durante o intervalo do último Super Bowl.

A parte mais difícil para mim foi acompanhar Benito [Benito Antonio Martinez Ocasio, nome de Bad Bunny] em turnê. Eu tive que gravar a banda, então precisei ir para a Colômbia, para o Chile", contou Miguel em entrevista à Variety.

A cerimônia foi realizada na noite de sábado, 5, nos Estados Unidos, e premiou a parte técnica. Já os prêmios principais serão anunciados somente em 14 de setembro.

O feito foi celebrado nas redes sociais por seu pai, Leo Gandelman, que também trabalha com música (ambos são saxofonistas). "Muita emoção! Meu filho acaba de ganhar o Emmy Awards! Parabéns, filho! Prêmio merecido!", comemorou.

Nos comentários da postagem, diversos artistas o acompanharam. "Espetacular", escreveu Roberto de Carvalho. "Família cheia de talentos", destacou Marisa Monte. "Miguel voando altíssimo!", comentou Luiz Caldas. Nomes como Chico César, Zélia Duncan, Patrícia Pillar, entre outros, também valorizaram a conquista.

Quem é Miguel Gandelman, brasileiro que ganhou prêmio Emmy em 2026?

Segundo informações do Dicionário Cravo Albin da MPB, Miguel Gandelman nasceu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1983, mas deixou o Brasil para morar em Nova Jersey, nos Estados Unidos, quando tinha 14 anos. Fez parte da banda da escola e depois estudou música na Berklee School, em Boston.

Miguel Gandelman integrou o quarteto The Horns, que chegou a acompanhar artistas e bandas conhecidos da indústria. Um deles foi Michael Jackson: Gandelman fez parte dos ensaios para a derradeira turnê This Is It, que nunca chegou a ocorrer (o cantor morreu antes da apresentação de estreia).

Eu fui o último saxofonista a tocar com o Michael. Tive o privilégio de ter feito ele dançar com a minha música. Isso é uma coisa divina que eu vou guardar para o resto da minha vida", afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo, em 2009.

O show de Bad Bunny no Super Bowl

O cantor porto-riquenho focou sua apresentação na cultura da América Latina, em especial dos países falantes de espanhol, e ultrapassou o recorde de Kendrick Lamar como o show mais visto da história da competição, cujo intervalo é tradicionalmente conhecido pelas grandes performances.

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