Morre Luiz Carlos Barreto, um dos maiores produtores do cinema nacional
Estadão Conteúdo/Alex Ribeiro
São Paulo - Um dos maiores produtores do cinema brasileiro, o diretor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto morreu na madrugada desta quarta (22), aos 98 anos. "Barretão", como era conhecido, estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, onde tratava de uma infecção pulmorar.
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Sua saúde estava fragilizada havia dois anos, desde que sofreu uma queda acidental durante viagem ao Ceará, onde seria homenageado.
Foi um dos protagonistas do Cinema Novo e contribuiu de forma decisiva para a consolidação da indústria cinematográfica brasileira", afirmou o Ministério da Cultura, em nota lamentando a morte do diretor.
Com mais de 60 anos dedicados ao cinema, Luiz Carlos Barreto dirigiu ou produziu mais de 100 filmes, como "O Quatrilho" e "O Que é Isso, Companheiro", ambos indicados para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, filme que liderou a lista de maior público do cinema nacional por 35 anos — depois superado por "Tropa de Elite 2".
Reconhecimento internacional
Nascido em Sobral, no Ceará, Barretão começou sua trajetória no cinema como coautor do roteiro e coprodutor de "O Assalto ao Trem Pagador" (1962). Como diretor de fotografia, participou de clássicos do Cinema Novo, como "Vidas Secas" (1963) e "Terra em Transe" (1967).
Ao lado da mulher, Lucy Barreto, fundou a produtora LC Barreto Produções, em 1963. Com sua empresa, ele atravessou diversas crises do cinema nacional, como a extinção da Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme), no governo Collor, o que paralisou a produção nacional no início dos anos 1990.
Por sua resiliência e atuação no setor, a dupla de produtores se tornou uma das mais influentes e respeitadas do cinema, inclusive internacionalmente.
O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, também no Rio.
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