Em campanha, Lula diz que homem que bate em mulher deve ser preso
Ricardo Stuckert/PR
Brasília e São Paulo, 05/09/2026 - O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste sábado que o combate ao feminicídio será "muito pesado" no seu próximo governo, caso seja reeleito, e defendeu a prisão de homens que agridem mulheres.
Mulher quer fazer o que ela quiser, trabalhar onde quiser, morar com quem ela quiser, divertir como ela quiser. É esse o mundo das mulheres", disse.
As declarações ocorreram durante comício, ao lado do candidato a governador de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, e das candidatas ao Senado Federal pela chapa governista, Marina Silva e Simone Tebet.
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Salário mínimo acima da inflação
Segundo o candidato à reeleição, "pensar o futuro" passa por aumentar o salário mínimo acima da inflação. "Pensar no futuro é acabar com a fila do INSS. Pensar no futuro é ter o menor índice de desemprego na história desse País", complementou.
O petista afirmou que a inflação de alimentos foi de 56,17% nos quatro anos do governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL) ante 13,6% durante os quatro anos de sua gestão. O IPCA, índice oficial de inflação do País, acumulava alta de 4,64% em 12 meses até junho de 2026. No mês, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,24%, segundo o IBGE.
Lula também afirmou que não pretende entrar em uma disputa eleitoral baseada apenas em acusações. "Se a gente for entrar na briga política das mentiras, ficar acusando, a gente vai se igualar a eles", disse.
PIX e Trump
Lula afirmou no comício que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer "acabar com o Pix", mas afirmou que pretende defender o sistema de pagamentos em encontro com o republicano. "Eu vou encontrar o Trump na ONU e dizer para ele fazer um Pix e ver o quanto é bom", afirmou.
Ainda no campo da geopolítica, o presidente afirmou que o Brasil não quer depender da China ou dos Estados Unidos no desenvolvimento de inteligência artificial e defendeu uma tecnologia produzida em português.
Durante o comício, Lula também destacou o uso do gov.br e afirmou que 178 milhões de pessoas se conectam ao governo pela plataforma. O petista vinculou esse avanço à estratégia de ampliar a infraestrutura tecnológica no País. Segundo ele, a aprovação do Redata pelo Senado abre possibilidade de atrair R$ 500 bilhões em investimentos para data centers no Brasil.
"Quem vier produzir aqui data center vai ter que produzir sua própria energia", afirmou. Ele disse ainda que o objetivo é aproveitar a disponibilidade de energia barata no País para atrair novos projetos e ampliar a capacidade tecnológica brasileira.
(Por Victor Ohana e Júlia Pestana)
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